sexta-feira, 13 de julho de 2012

10 Coisas Que Eu Odeio Em Você

Eu não garanto que esse vai ser um post realmente bem feito ou que valerá a pena ser lido. Não prometo grandes devaneios, apesar de ser meia-noite e cinquenta e três. Acho que dessa vez não vim postar uma estória, como sempre faço, mas só vim falar sobre mim, e sei o quanto isso pode soar egoísta, mas eu não estou dando a mínima. Eu acabei de assistir o filme 10 COISAS EU QUE ODEIO EM VOCÊ (como vocês podem ter notado no título do post) porque no dia que passou na TV eu estava no consultório do otorrino marcando minha cirurgia para retirar minhas amígdalas (eu já havia avisado que esse post seria exclusivamente sobre mim). Particularmente, eu gosto muito desse filme. Não só pela inveja da Kat por causa do seu jeito independente e auto confiante, mas pelo fato de ninguém do filme (lê-se personagens, principalmente da escola) nunca ter notado que o cara perfeito para ela seria, obviamente, Patrick Verona! A versão "testosterona" da Kat!
É, eu sei que ninguém está dando a mínima pro filme, pro post ou pros meus "médios"devaneios. Mas eu também não dou a mínima pra isso... porque é uma da manhã.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Conto de Natal

O corpo dela rodava. Rodava como a barra de seu vestido vermelho, transformando os volumosos cabelos castanhos e a contornada boca vermelha cereja em um único borrão, que dominava todo o centro do espaço. O moço que a conduzia, tão belo quanto ela, tinha o terno incompleto (sem o paletó), e a gravata estava afrouxada . Porém, assim como na caso da moça, o que mais chamava a atenção nele era boca: não havia batom, mas sim, um sorriso grande e sincero, que expressava toda sua felicidade em conduzi-la e a veneração que sentia por ela.

Não havia uma pessoa dentro do bar que não prestasse a atenção neles. Todos os olhos estavam voltados para a dança do casal, que seguia de forma graciosa e precisa o som da música que tocava no rádio, localizado em cima do balcão. A música, para o agrado de todos, parecia não acabar, e os dois pareciam não se cansar. Era como se tivessem esperado a vida toda para estar ali, juntos, e todoo destino parecia conspirar para que esse momento não acabasse tão cedo. Até demorou... mas, após alguns minutos, a música parou, no momento em que o rapaz levantava a menina nos braços, os olhos se encontrando, e ficando um no outro demoradamente.

O recinto explodiu em aplausos e assobios de todos os lados. Bebidas foram oferecidas a eles, pois provavelmente o barman notou o estado cansado em que ambos de encontravam. Em meio a elogios e pedidos de mais, os dois tiveram que se dar a mão para conseguirem chegar a uma mesa do fundo, com seus refrescos. Uma nova música começou a tocar, e o bar pareceu mergulhar nas mesmas conversas de antes, mas vez ou outra, ainda olhavam para o casal, talvez esperando mais um show. Eles se olharam para rir da situação, e foi ai que notaram um detalhe tão natural, que passou despercebido: ainda estavam de mãos dada. Em vez de se olharem, olharam para elas. Os sorrisos se tornaram expressões sérias, e o silêncio pareceu ser mais longo do que a música.

Até que ela se virou por completo para ele:

_Será que ainda há tempo para nós?

Ele olhou-a intensamente. Apertou forte as mãos, segurou-a forte pela cintura com a outra e trouxe-a para seu colo, sem deixar seus olhos.

_Sempre que houver natais.

E se beijaram em mais um natal.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Escrever nessa carta...

"Tudo que vai,
deixa o gosto, deixa as fotos.
Quanto tempo faz?"
É, eu também nem sei quanto tempo faz que você se foi... mas ainda está tudo aqui: seu cheiro, seu sorriso, seu jeito, seus beijos. Posso não ti amar mais, mas sua falta ainda sinto muita.

"Eu já me acostumei a te esquecer"
E quantas vezes já não fiz isso, não é? Quantas vezes não me esqueci de você... até o momento de ti ver sorrindo de volta, mesmo que não para mim.

"Meus olhos sentem a falta dos seus,
O meu corpo sente a falta do seu.
Minha alma sente a sua falta"
Todos os dias. Todo o tempo. Cada vez que eu ti olho. Tudo em mim grita por você, por tudo em você.

"Eu quero ser como você,
Eu quero ver o que você vê."
Só pra entender o que ela tem que eu não tenho que faz tanto você amá-la, ao invés de mim.

"Será que eu sou assim, tão fácil de esquecer?"
Deve ser! Um dia, você me olha apaixonado e disposto a tudo. No outro, sua frieza foi o pior gelo que já senti na minha vida.

"Se um dia eu pudesse ver
Meu passado inteiro
E fizesse parar de chover
Nos primeiros erros, aaah...
Meu corpo viraria sol,
Minha mente viraria sol,
Mas só chove e chove..."
Se eu pudesse fazer mais do que se ver meu passado, aaah... eu queria mudá-lo. Queria ter corrido pros seus braços antes que fosse tarde demais.

"Onde quer que eu vá,
O que quer que eu faça,
Sem você... não tem graça"
Eu tento, sabia? Tento viver com tudo ao meu redor, mas eu me lembro...lembro de você. E não tiver aqui, torna tudo sem sentido. Sem sentido para continuar.

"Quem um dia irá dizer
Que existe razão nas coisas feitas pelo coração?
E quem irá dizer que não existe razão?"
Basta ver tudo que eu já fiz por você, né!

"Gosto muito de te ver, leãozinho,
Caminhando sob o sol.
Gosto muito de você, leãozinho."
Meu leãozinho.

"Quero deixar pra você,
Antes do sol nascer,
Uma canção
Pra você não esquecer"
Não esquecer nunca, QUE EU TE AMO.

"Eu tento nadar, mas eu só afundo"
E você achando que superar sua perda seria fácil... quem dera, cherry. Se lembra de quantas vezes já te chamei assim?

"Eu, tento te esquecer, mas tudo que eu escrevo... é sobre você"
Por exemplo, tudo isso.






Isso tudo ai em cima, gente, é uma HOMENAGEM. Para todos os meus ex(especiais) e outros caras que, sabe-se Deus porquê, não quiseram me amar. Ou me amaram... mas deixaram isso embora. Contudo, essa homenagem é também para o cara que hoje eu amo, mesmo que ele não saiba, entende? Porque... sei lá, eu morro por ele.







P.S.: SE ALGUÉM QUISER SABER O NOME DA MÚSICA DE ALGUM TRECHO, É SÓ DEIXAR NOS COMENTÁRIOS =)



sábado, 18 de junho de 2011

Thirteen Days!

É o tempo que vocês terão que esperar por mais uma postagem! PROMETO! Daqui 13 dias eu entro de férias *dancinha hula-hula* e finalmente terá um post GIGANTE aki *olhos brilham*. Infelizmente, eu teria menos de um mês de férias, mas creio que 3 dias é o suficiente para formular o post (na minha opinião, supresa, porque eu nunca fiz um desses na minha vida). Aguardem e confiram! *músiquinha da propaganda da Ricardo Eletro*

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Eu sei, eu sei...

Tá, faz MUITO tempo q eu não posto... só um poquinho e paciência tá? A inspiração já está a caminho!

domingo, 10 de abril de 2011

Eu tava atoa.

Como aquele caminho curto até em casa irritava Clarice. Na verdade, nunca havia irritado antes, mas agora, aos 14 anos e totalmente preenchida de problemas, aquele curto caminho enfurecia qualquer um que precisasse pensar.

Ah, pensar... aquilo era o que Clarice mais tinha feito essa semana. Se adiantou? Nenhum pouco. Só piorou. Quanto mais pensava, pior Clarice se senti. Meu Deus, quantos erros cometidos! Quantas pessoas magoadas! Quantas coisas inacabadas... quanto tempo perdido. Ela não suportou. Abaixou a cabeça e chorou. Apoiou o rosto nas mãos e deixou o cabelo comprido tampá-las. "Não tem mais jeito", pensava. E será que tinha? Isso Clarice não sabia, mas sabia que sua casa estava a poucos centímetros. Por isso, endireitou o corpo, olhou firme para frente e passou reto pelo seu portão. É, isso mesmo, ela continuou a andar. Ela nunca havia feito isso antes, mas se era a saída, então faria. Mesmo que Clarice não soubesse onde iria ou como chegaria, ela andaria. Ora, uma hora os problemas iam ter que parar de seguí-la!

Isso não quer dizer que ela estava fugindo ou se escondendo. Ela estava apenas resolvendo à sua maneira.






P.S.: Isso é um trabalho de escola. Eu tava atoa e ai postei =)

segunda-feira, 21 de março de 2011

Ninguém está preparado para isso.


Todos nós vamos.

As pessoas morrem. E eu acho que essa é a conclusão mais brilhante que eu já cheguei em toda a minha vida. Ela é óbvia, eu sei, mas acho que ninguém nunca parou MESMO para pensar. As pessoas morrem, gente... todos os dias. E eu só consegui cair em mim sobre isso quando eu recebi a notícia de quê o irmão do meu melhor amigo morreu. O irmão que ele mais amava. Está morto. Eu nunca fui do tipo que encana com a morte de alguém... nem mesmo a da minha avó paterna. Mas, dessa vez, não teve como não sentir nada. Acho que a morte nunca esteve tão próxima de mim como hoje. É como se ela estivesse aqui do meu lado, pronta para rir e cravar sua foice na primeira vítima que se aproximasse.


Eu senti culpa. Eu sei que não matei ele (até mesmo porque ele morreu de aneurisma), mas eu me sinto culpada. Culpada por não poder fazer nada. Mas ninguém pode.


Eu me sinto perdida. Porque o meu amigo também está perdido. Eu não sei como vai ser quando ele voltar pra escola, porque eu não sei como agir. Eu nunca fui do tipo que fica lá, sentada com a pessoa, dizendo coisas que poderiam ajudar ou prometendo ficar tudo bem. Primeiro porque eu nunca sei o que dizer e segundo que eu sei que nada vai ficar bem. Acredite: só piora.


As pessoas estão morrendo e vão continuar a morrer. E eu ainda estou aqui, achando que essa foi a maior descoberta de toda minha genialidade. Que fútil.