sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Me dê uma única certeza,


que eu ti darei a minha única verdade.


Ás vezes, eu acordo no meio da noite e me pergunto por quê você não está aqui. Sempre que eu vou lá fora, eu demoro uns minutinhos a mais, porque eu realmente acho que você vai aparecer. Não importa se o sol está rachando o asfalto ou se a chuva está alagando tudo: eu fico esperando você gritar meu nome aqui na frente, mesmo que seja só de brincadeira. O seu abraço deve ser o único lugar que não possa me machucar. Quando você diz que me ama, eu acredito. Pode ser que você esteja mentindo, mas eu quero muito acreditar que não, porque eu sei que lá no fundo, mesmo sendo o mais fundo possível, você gosta de mim. Você só precisa que alguém te diga isso. E sou eu quem deveria fazer isso. Mas cadê a coragem? Cadê a coragem de olhar nos seus olhos quase pretos para dizer que foi você que fez meu mundo desandar? Ou então que as minhas pernas tremem quando você resolve chegar perto demais?

Eu sei o que você pensa sobre nós dois...juntos. Talvez eu pense o mesmo, mas doa demais para eu admitir. Mas...olha...está tudo bem. Porque eu sei que um dia você vai vir aqui me dizer que você me amou todos os dias que eu também te amei. Você vai dizer também que sofreu em silência sempre que me via com outro. E mais! Você também vai dizer que eu tenho que ficar, pra mim nunca mais escapar de você! Você vai dizer tudo isso, não vai?

É, eu imaginei que não. Será que você não quer dizer por que não sabe se é isso que eu quero escutar...? Ou será que... é por que você não quer ouvir o que eu preciso tanto te dizer...? Mesmo sendo importante.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

TV = Tédio Vertiginoso!

Eu estou me sentindo praticamente em férias. Não porque já é quase final de Novembro, e daqui alguns dias minhas médias fecham e eu estarei livre daquela prisão cerebral (ou talvez até seja também), mas realmente, é porque eu tivesse esta semana, praticamente inteira, SEM AULAS!Vocês sabem o que é isso?! É A GLÓRIA! Ainda mais quando se trata de 32 alunos com os nervos já esfrangalhados devido à certos professores que insistem na missão de tornar nossa estadia tão longa lá uma verdadeira novela mexicana (leia-se dramática).
E, assim como se fossem férias... eu não tenho absolutamente nada para fazer. Tá, tá, eu exagerei. Eu até tenho uns assuntinhos pendentes ai (terminar de ler um livro da Meg Cabot até 6ª feira, caso eu não queira pagar multa na biblioteca, ficar horas no msn pra tentar colocar o assunto em dia, conseguir ver vários programas muito noturnos na TV que, durante as aulas, são vistos apenas em sonhos, escutar musicas nada famosas que me inspiram em posts que continuam a se prender na minha cabeça e a se recusarem a serem digitados... e o mais importante: dormir. Aaaah, dormir muito! Muito! Demais! Dormir, cochilar, capotar e o escambal! Ou vocês acham que eu tenho essas olheiras roxééérrimas em baixo dos olhos por opção cadavérica? Isso se chama Falta de Sono Aguda, e essa doença costuma acometer jovens alunos matinas do SESI), mas não é nada que consiga preencher por completo meu tempo, ou até mesmo fazê-lo passar enquanto minhas novelas não começam (sim eu assisto novelas, porque é isso que as garotas fazem!). Já pensei em pintar as minhas unhas hoje, sabe? Vermelho. Ou melhor, Melancia, da Colorama (olha o merchandising), mas e a preguiça? Ou vocês acham que é só passar o esmalte? Nãão! Eu tenho que pegar as coisas, arrumar os apetrechos, passar o esmalte, limpar, esperar secar para guardar as coisas... Nossa, já me deu sono só de pensar!
Agora me digam: o que que eu vou fazer, se não se tem nada para fazer? E quando tem... tem a preguiça também?
Aaah, acho que eu vou ver TV, já que minha novela já começou. Agora que arrumei uma coisa pra fazer que não me dá preguiça e preenche o tempo... meu Camaleões vai acabar sendo substituído pela minha A Francesinha!



quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Eu não sumi! =)

Até que eu gostaria... mas eu ainda não sumi não. Eu sei que eu QUASE abandonei esse blog, mas uma mãe nunca deve abandonar um filho, eu voltei. Não prometo posts felizes, animadores ou com finais onde "o amor está sempre presente", até porque isso não faz muito meu gênero. Vocês já perceberam isso... e se ainda me seguem, é porque gostam disso =) Então, se vocês já se acostumaram com tudo isso, não liguem ou se importem se eu sumir. Se eu não postar mais. Se eu não der sinal de criatividade escrita. Eu sou assim. Eu mudo. Eu sou de lua. Eu não gosto de ser sempre a mesma coisa. Eu detesto ter que seguir a mesma rotina. Talvez seja por isso que eu corte o cabelo de maneira louca e deixe ele secar normal, porque eu quero mudar.
Eu sei que esse deve ser o pior post que eu já fiz nesse blog, ou até na minha vida, mas eu precisava desabafar. Eu tinha que dizer isso a vocês, porque se vocês não souberem o que eu sinto, quem vai saber? No fundo, eu não quero ser entendida, nem lida ou muito menos decifrada. Quero que vocês leiam o post. A interpretação não cabe a mim.

domingo, 26 de setembro de 2010

Everything is black and white

E eu já nao me importo mais. Não ligo se o mundo vai acabar em 2012, ou se eu vou morrer amanha. A saudade do passado já nao bate mais e a ansiedade para o futuro acabou. O desespero do abandono não bate mais, eu esqueci o que é ser feliz e eu não sinto mais meu coração bater. O sangue não corre mais em minhas veias. O ar evita meus pulmoes. Meu cerebro está trabalhando cada vez mais lento e pesado. Quando fecho meus olhos, eles lutam para nao abrirem mais. Meu corpo trava quando tento movê-lo obrigatoriamente.
Eu não luto mais.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Vamos fazer um filme?


Na verdade, não foi bom isso que eu quis. Hoje, por obra do destino, acordei com vontade de assistir um filme. Vontade de deitar na cama, envolta em cobertores e travesseiros, ou até mesmo no sofá. Um pote cheio de pipoca no colo e um belo filme passando na televisão. O duro é que essa vontade sem pretexto me acometeu bem no meio da aula de matemática, enquanto eu me perdia no frio que se passava lá fora, que parecia até visível através da janela. Eu olhava aquele frio como se ele me chamasse, como se ele pudesse me confortar e me acolher. Mas ele não era tão convidativo quanto um filme, um monte de pipoca e um quarto quente. Sinceramente falando, não me importava se era sexta, sábado ou segunda. Se a oportunidade de satisfazer meu desejo fosse possível, eu largava tudo pra realizar essa vontade. Que se dane prova, trabalho ou compromisso. Que se dane responsabilidade! O filme nas minhas mãos, a pipoca no micro-ondas, as cobertas aninhadas, o travesseiro disposto, e eu olhando com lágrimas nos olhos aquilo tudo. Eu não me importaria nenhum pouco se o filme seria romance, drama, suspense, terror, comédia, ou o raio que o parta. O filme estaria ali. Confesso que uma comédia romântica era o que meu ego clamava para essa manhã, que não era triste, que me fazia bem, que tornava o dia nublado e o meu dia perfeito, mas que era, ao mesmo tempo, melancólica. A pipoca podia ser tradicional, de queijo, de chocolate, de baicon, de caramelo até! O cobertor, então! Lã, malha, casimira, seda chinesa! O travesseiro tinha a única exigência de ser macio. Talvez eu até dormisse durante o filme, no meio dele, com o balde de pipoca no chão e minha mão dentro dele. Eu, submersa no cobertor, com a cabeça afundada no travesseiro. Isso também não me incomodaria em nada. A manhã continuaria perfeita. Eu continuaria feliz. E um provável sorriso, que a muito tempo não aparece em meu rosto, brotaria. O fato de que não saber o porquê dessa vontade louca de travesseiro-cobertor-pipoca-filme me acometer não me incomoda em nada também, muito pelo contrário, torna essa manhã mais curiosa do que já está, e talvez seja isso que me atrai tanto nela.

sábado, 18 de setembro de 2010

Jeff's spaghetti

Katherine estava sentada na bancada da cozinha, balançando os pés, enquanto Jeff mexia no fogão.
_Tem certeza de que nao quer ajuda, Jeff? Parece meio complicado_disse Katherine, levantando uma sombrancelha sarcasticamente.
Jeff a olhou com cara de deboche.
_Eu sou Jeff Carter! Está no meu sangue cozinhar!
O pior é que estava mesmo. O pai de Jeff era chef de uma famoso restaurante de luxo e sua mãe escrevia livros gastronómicos para vender na própria livraria. Mas, ao que parecia, Jeff havia herdado o talento escritor da mãe, e não o gastronómico do pai.
Katherine se levantou e caminhou ate chegar ao lado dele, agarrando-se a sua cintura.
_E eu posso saber o que o Sr. Carter está preparando para nós?
Jeff passou uma mão pelos ombros de Kath e lhe beijou o topo da cabeça.
_Macarronada a Lá Verona!_exclamou, tentando fazer um sotaque italiano. Kath riu e se esticou para ver a receita no livro em cima da pia.
_E teremos sobremesa, chef?
_Claro, amor: sorvete de framboesa com pedaços de abacaxi.
_Hum, parece ótimo.
Katherine deu mais uma olhada no livro e tentou localizar a salsa em cima da pia, que parecia não ter sido picada ainda. Ela se desprendeu do abraço de Jeff (o que lhe causou certo desconforto)e caminhou até a erva, pegando a faca para começar o trabalho. Porém, após 2 ou 3 facadas, ela sentiu as mãos de Jeff tirarem a faca das suas, limpando-as com um pano para tirar alguns pedaços da salsa que haviam ficado. Katherine o olhou indignada.
_O que você pensa que está fazendo?
_O que a senhorita pensa que está fazendo! Eu cozinho, você aprecia._Jeff a levantou nos braços e a sentou de novo na bancada._É abominante ficar longe de você, mas você pediu isso._ Kath bufou e ele lhe beijou demoradamente na testa, se afastando.
Dali até o momento do macarrão ficar pronto, levou quase uma hora, e Kath tinha que admitir: estava ficando delicioso, o cheiro dizia isso.
Jeff dispois os dois pratos com a "Macarronada a Lá Verona" na mesa, perto de duas taças com suco de morango. Katherine sorriu para mesa e abraçou Jeff, que correspondeu com entusiasmo.
_Devo admitir: você tem talento.
_Agradeça ao novo livro de receitas da minha mãe. Ou era ele, ou pediríamos pizza com refrigerante.
Kath olhou para ele e riu. Jeff lhe beijou e a garota correspondeu fervorosamente.
_Vai esfriar, amor.
_Tenho certeza que vai continuar gostoso do mesmo jeito, amor.
Jeff a pegou no colo, e ela passou as pernas por sua cintura enquanto se encaminhavam para o quarto. O jantar já estava servido, mas sobremesa eles queriam agora.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

I love you, California

Não há explicação para isso. Desde que me entendo por gente (e comecei a entender The O.C.) a minha grande paixão é a Califórnia. Sim, estou falando da ilha perto dos EUA, e não dá música Califórnia, do Phantom Plante, muito menos Califórnia Waiting, do Kings of Leon. E nem pensar em Californication, do Red Hot Chilli Peppers (apesar de eu amar as 3 músicas e as 3 bandas). Me refiro, nesse post, exclusivamente ao estado da Califórnia. A minhaCalifórnia. Eu sei que ela (infelizmente) não é minha... mas é como se fosse. É como se aquilo tudo fosse mais da metade do que eu sou, como se aquilo me completasse mais do que 50%.
Eu nunca estive lá. E nem perto de lá. Mas eu choro quando ouço o vocalista do Phantom Planete falar dela. Eu sonhava quando as ruas de lá passavam em CHUCK. Eu li o livro A Terra das Sombras SÓ PORQUE a historia se passava na Califórnia. Eu baixo qualquer música que eu vejo que tem o título relacionado a Califórnia, mesmo que a letra seja nada a ver. Eu sou gamada em skate só porque ele surgiu na Califórnia. Eu assistia Californication (o seriado que passava da meia-noite ate a uma da manha na SBT de domingo) só pra ver a abertura: aquilo era PURA Califórnia.
Outra coisa que me intriga demasiadamente por esse gosto é o fato de eu odiar sol, odiar piscina, odiar nadar, odiar entrar no mar, odiar areia e odiar usar biquíni, e tudo isso também é PURA Califórnia. Ah, mas sei lá, é como se o sol da Califórnia brilhasse mais. É como se a piscina da Califórnia refrescasse mais. É como se o mar da Califórnia relaxasse mais. É como se a areia da Califórnia fosse mais macia. É como se o biquíni da Califórnia fosse melhor. Não quero me gabar, nem parecer possessiva... mas acho que amo mais aquele lugar do que os moradores se lá. Sério. É claro que eu amo outros lugares (leia-se Londres), mas, cara, pela Califórnia é mais do que isso. É adoração. É idolatração. É obsessão.
Quando eu penso naquele lugar, a sensação é de saudade. É de vontade de poder voltar lá, mesmo nunca tendo ido. É como se eu estive de intrusa aqui e o meu lugar de origem fosse lá. É como se algo estivesse me esperando lá.
Eu sei que o meu blog chama A Francesinha, devido a minha fascinação pela língua francesa. Mas o meu coração sempre vai ser da Califórnia. A mesma que me criou um dia, e agora me quer de volta.


Califórnia here I come

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Was not Alice in Wonderland


Alice não caiu em um buraco. Coelhos de colete não existem. Cartas de baralho não falam. Lagartas não fumam. Oráculos são papo furado. O Glorian Day não vai chegar. Ninguém vai sonhar com o Chapeleiro Maluco. Bewart não vai encontrar seus filhotes e nem sua esposa. A Rainha Vermelha tem uma cabeça normal. O Jaguadarte não vai ser destruído. O Capturanda não vai mais ter seu olho de volta. O Chapeleiro Maluco não tem um Chapelema. A Rainha Branca não vai mais usar a coroa. O chá maluco não vai mais ser tomado. O gato de Cheshire não vai mais sorrir. Wonderland é mentira.
Vocês não imaginam a dor cortante que me acomete escrever essas palavras, mas não há outro jeito. Acreditem: essa foi a primeira teoria de Alice quando ela chegou lá pela segunda vez. Por uma desventura lógica, ela estava certa. Para a desventura do Chapeleiro, ela não voltaria mais. Para a desventura dos gêmeos, ela não mudaria de tamanho mais. Provavelmente multidões irão me perseguir após eu dizer isso, mas o exemplo de Alice deve ser seguido. Ela usou a realidade o tempo todo, mas foi na hora de encarar o surreal que ela se tornou muitaz. Essa muiteza, antes, enterrada embaixo do cogumelo de Absolém, o mesmo que a acusou de ser a Alice errada e lhe mostrou o caminho para ser a certa. E ela conseguiu. Conseguiu tornar sua “estadia” em Wonderland o maior feito de sua vida. A vida mais confusa e intrigante já vista. Os feitos mais heróicos e gigantescos já realizados. O orgulho do Chapeleiro Maluco se resumia naquela garotinha de cabelos longos, louros e ondulado. A mesma que cresceu, se recusou a usar corpetes e meias longas e comparou chapéus com bagres.
Eu a invejo. Por tudo. Mas sublinho o único fato que me torna algo pequeno e insignificante em relação a ela: o Chapeleiro a amou.
Alice deverá ser lembrada com satisfação e vivacidade. Foi essa Alice que tornou o impossível País das Maravilhas a possível realidade. Nossa realidade. O nome dela é Alice. Nosso Alice.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Recusas.


Eu estava sentada ali, abraçando meus joelhos, há uns 20 minutos mais ou menos. A água do chuveiro caia de forma tranqüilizante, molhando meu corpo por inteiro, inclusive meu cabelo, mesmo estando encostado na parede. Eu gostava do banheiro do meu quarto. O melhor da casa na minha opinião. O Boxe era grande, porém, naquele dia, a porta estava aberta. Não havia motivos para fechá-la. Irmã trabalhando e pais zanzando pela rua com o carro. A ideia fez uma faísca de alegria dentro de mim... mas nenhum sorriso brotou em meus lábios. Por que haveria de brotar?
Enruguei a testa. Meu celular tocou. Olhei a pilha de roupas em que ele se localizava a poucos centímetros de distancia de mim. Segurei-o nas mãos. Eram meus pais. Uma careta de fúria se formou involuntariamente em minha face. Recusei a ligação pela 4ª vez naquele dia. Fechei os olhos, pronta para recolocar o celular no lugar, mas ele tocou novamente. Dessa vez era ele. Eu sorri e atendi. Ele perguntou o que eu estava fazendo e disse que passaria para me pegar daqui 20 minutos. Eu desliguei o celular e achei forças para levantar, desligar o chuveiro e me arrumar. Puis meu short jeans, minha camiseta que deixava um dos ombros a mostra estampando minha querida Marilyn Monroe e meu all star xadrez. Sequei meu cabelo até que quase estivesse seco por inteiro.
A buzina soou forte lá fora. A felicidade me inundou de tal forma que fiquei estática por alguns segundos. Me recuperei e corri as escadas enquanto escrevia a mensagem que quase mataria meus pais do coração. Abri a porta e olhei para a rua. Lá estava ele do lado da porta do passageiro, aberta. Enviei o aviso "Estou com ele. A hora que eu chegar, conversamos. Vocês sabiam que eu não ficaria sem ele. Desculpe". Caminhei ate a porta do carro e entrei ao mesmo tempo que ele. Me joguei em seus braços. Apesar de meus problemas serem gigantes, perto daquele raro momento feliz, eles pareciam as coisas mais insignificantes do mundo... Meu Mundo.

domingo, 18 de julho de 2010

TIC-TAC


A teoria de que a parte da manhã passa mais rápido é verdade... quando se está fazendo alguma coisa, mas quando se está sentada na cama olhando para a própria colcha esperando que 4 intermináveis horas passem, a manhã se torna dolorosamente lenta. Esse é o meu caso. Por isso, discordo plenamente sobre outra teoria, que afirma que a parte da tarde demora a passar. Ela passa estranhamente rápido sim, não importa se você está assistindo TV, se está no computador, se está fazendo tarefa, se está dormindo, se está estirada em algum lugar escutando música ou se simplesmente se encontra no paraíso sobre a Terra. Ela passa. Mesmo que você lute com todas as suas forças para adiantar a manhã e atrasar a tarde. Uma trava e a outra passa.
Não, o mundo não é justo. E você só percebe isso quando seu estômago ronca, você pressente a hora do almoço, olha no relógio e ainda falta 1 hora para isso. Ou ainda quando você torce desesperadamente para o MSN entrar mais rápido porque você sente que já está na hora DELE entrar, mas o relógio te desaponta “dizendo” que ainda falta meia hora.
Os ponteiros do relógio se tornam navalhas afiadas que te desfiam a cada tic-tac. O pior é que você está consciente quando isso acontece. Quando o tempo passa.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

É por isso que eu agradeço todos os dias.


Por você ter me escolhido. Só por isso

Eu a olhava enquanto ela dormia em minha cama, não exatamente estirada, mas de uma forma que mostrava com clareza seu cansaço, concerteza por cuidar de mim. A minutos atrás, era eu que estava ali, totalmente imerso no sono, aconchegado em seus braços quentes, costumeiramente frios. Meu cabeça, antes, estava encostada em seu peito, e mesmo dormindo, podia ouvir nitidamente sua respiração compassada e a batida de seu coração. Dois sons que me deixavam totalmente vislumbrado: ela estava viva, viva o bastante pra cuidar de mim como sempre fazia, não deixando que em nenhum momento eu me sentisse de alguma forma que me fizesse mal... Eu sorri. era bem típico dela esse instinto superprotetor, principalmente em relação a mim. Ora essa, eu não precisava de proteção, mas eu queria, queria mais do que tudo a proteção dela, a voz dela me dizendo que tudo ficaria bem, que ela estava ali não importava o porquê, e que ela sempre estaria. Mas como eu já disse anteriormente, o que mais me vislumbrava era a batida de seu coração, sua respiração, e foi com esses sons que adormeci. Sons que diziam secretamente pra mim que sim, tudo realmente ficaria bem, porque tudo sempre estava bem com ela. Ela vivia por mim e eu vivia pra fazer de sua vida a melhor possível.
Tentando não fazer nenhum tipo de ranger, me levantei da cadeira que ficava de frente para a cama e me sentei nela, ao lado da garota. MINHA GAROTA. Pendi a cabeça para o lado, apoiando-a com o braço, afim de olhar o belo rosto dela com mais atenção. A posição não mudará: o corpo estava reto, os pés cruzados, a cabeça pendente para um lado, junto com umas das mãos, enquanto a outra repousava em sua barriga. O rosto permanecia sereno e a respiração em um ritmo normal. Com muito esforço, me contive para não envolvê-la em meus braços e fazer com que ela adormecesse neles, ouvindo as batidas do meu coração descompassadas pelo ardor de protegê-la. Mas eu não deveria acordá-la, seria injusto: depois que fui tomar banho ela conseguiu finalmente dormir, extremamente sonolenta imagino, por ter passado a noite passada praticamente inteira ao telefone comigo conversando sobre qualquer assunto que me distraísse. Depois de tudo isso, o mínimo que ela merecia era dormir. Dormir... o que minutos antes eu estava fazendo em seus braços. Fechei os olhos, e a cena veio imediatamente em minha mente, e era nítida.
Eu havia ligado para ela no inicio da tarde, quase desesperado, pedindo que viesse até aqui. Não aguentava mais ficar sem o seu cheiro no meu quarto. Eu sabia que seus pais haviam viajado, por isso não me preocupei com o fato de que talvez ela não pudesse demorar. Ela me tranquilizou dizendo que estaria aqui o mais rápido possível Os 10 minutos seguintes foram torturantes, até que vi aquela linda garota entrando pela porta do meu quarto. Meus pais também não estavam em casa, e eu sabia que apenas voltariam no dia seguinte, por isso a porta ficou aberta para que ela entrasse. Ela não falou nada por um instante. Eu desviei o olhar da janela para admirá-la. Antes mesmo disso, ela me envolveu em seus braços para me dar colo. Eu não resisti. Me desmanchei ao sentir seu toque. Quando finalmente consegui vê-la, notei algo. "Está com sono não é?", lhe perguntei. "Um pouco só" ela me respondeu com um sorriso torto. "Desculpe não ter deixado você dormir ontem a noite" eu disse enquanto voltava a me embrenhar em seus braços. "Tudo bem, eu não iria querer dormir sabendo o jeito que você estava" ela sussurrou em meu ouvido. Me libertei de seus braços e a beijei. Beijei como se daquilo dependesse minha vida, e dependia mesmo de certa forma. Quando percebi, suas pernas estavam em meu colo e eu a apertava contra meu corpo. A sensação de tê-la nos braços era maravilhosa. Parei por um momento. "Deita aqui comigo? Não quero que você fique longe"; "Querendo colo não é?". A resposta dela veio com um sorriso meu. Logo, ela estava deitada onde antes eu estava sentado. Dei a volta na cama e me deitei em seu ombro, com meu tronco encostado na cama e minhas pernas entrelaçadas com as dela. Uma de suas mãos se ocupavam em meu cabelo enquanto a outra, entrelaçada com a minha mão, acariciava cada parte do meu rosto. Minha outra mão livre acariciava sua cintura que estava sem cima de meu braço. Depois disso, adormeci.
Depois de acordar, foi difícil me livrar do cheiro dela: eu não queria. Eu sei que teria de ir tomar banho e isso tiraria por completo seu cheiro de mim. Isso não era nada aceitável para mim. Quando me levantei, ela ainda estava acordada. Pedi que não fosse embora antes de eu voltar, ela me disse que não iria tão cedo. Aquilo me tranquilizou.
Abri meus olhos. Ela ainda estava do mesmo jeito na cama. Entrelacei nossos dedos. O menor contato de sua pele com a minha me causou batimentos cardíacos fortes. Pude sentir sua respiração se acelerar. Eu causava nela o mesmo que ela causava em mim. Isso era bom. Passei minha mão por seu braço. Ela se mexeu e sua outra mão pegou minha outra mão livre que se ocupava com seu braço. Não me contive. Não era justo ficar sem seu cheiro. Era torturante. Lentamente, me afastei dela, o que lhe causou uma sútil careta. Dei a volta na cama e me sentei ao lado de onde dela dormia. Peguei-a no colo e a acomodei nos meus braços. Aquilo pareceu aquecê-la, pois ela se aconchegou assim que percebeu onde estava. Fechei os olhos novamente, mas dessa vez, minha mente permaneceu ali. Eu não queria perder por nada nesse mundo o prazer de ver alguém tão linda dormindo, em meus braços. Abri meus olhos novamente. Ela me observava. Os olhos abertos ainda sonolentos. Selei nossa boca demoradamente e quando desgrudei, sussurrei baixo o suficiente para que apenas ela ouvisse: "Pode dormir. Eu não pretendo deixar você ir embora tão cedo". Ela sorriu timidamente e fechou novamente os olhos. A fitei por um instante. De todos os desastres que você podia, você escolheu a mim. Obrigada.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Incondicionalmente!

Eu sigo você onde você for
Eu preciso de você pra aliviar a minha dor
Eu já estive aqui e ouço sua voz
Me dizendo que há um oceano entre nós

~"~

Eu sigo você onde você for
Eu preciso de você pra aliviar a minha dor
Te incomoda que eu fale assim?
O que mais você quer mudar em mim?
Você me quer incondicionalmente?
Ou me quer mas um pouco diferente?

~"~


Eu já estive aqui e ouço sua voz
Me dizendo que há um oceano entre nós
Que tipo de poder ti satisfaz?
Por que você quer que sejamos tão iguais?
Te incomoda que eu fale assim?
O que mais você quer mudar em mim?

~"~

Você me quer incondicionalmente?
Ou me quer mas um pouco diferente?

~"~

Te incomoda que eu fale assim?
O que mais você quer mudar em mim?
Você me quer incondicionalmente?
Ou me quer mas um pouco diferente?





Incondicionalmente - Capital Inicial

quinta-feira, 27 de maio de 2010

School No!


Finalmente em casa. Bom, na verdade, acho q infelizmente. São 13:54 e eu não tenho nada pra fazer, a não ser entre as 15:30 e 16:30, onde eu vou ter que me reunir com um bando de meninos cujo Q.I. não chega nem aos pés do de uma porta pelo simples de fato de que minha professora de Matemática (Sra. Matt) quer que eu os “apoie” nos estudos. Ta, e quem me apoia ein?!
Bom, vocês já devem ter percebido que meu dia não foi dos melhores, e não foi mesmo. Apesar de eu poder ter levantado as 7:40 ao invés de 6:10 pelo fato de só temos que entrar dali 1 hora, o motivo pelo qual isso aconteceria me preocupava. E muito. A REUNIÃO DE PAIS. Tudo bem, minhas notas estão sempre bem acima da média, minha frequência é de 99%... mas minha língua não consegue ficar dentro da boca, o que já me arrumou 3 ou 4 advertências, sendo 2 no quadrimestre passado. Outro problema que irá gerar um problema futuro bem maior é a nota de 1ª prova de História do ano: 4,75, sendo que a média é 7,00. SÓ QUE, apesar, dessa nota, a senhorita aqui que lhes escreve conseguiu a incrível média académica de 8,50, ta?! Eu sei que vocês entendem isso, mas a minha mãe não! E é essa total falta de compreensão que provavelmente me deixará sem ir no clube nesse final de semana, sem sair a noite nesse sábado, sem ir a festa na quarta feira VÉSPERA DE FERIADO e sem meu amado e idolatrado computador. Não, não sei como vou viver sem tudo isso.
Então, vocês querendo saber ou não como foi meu dia, eu vou contar. Até eu sair de casa, tudo bem. Mas ai eu sai, e, olha, que droga. Eu tinha que passar na casa da minha amiga q fica duas ruas acima, perto de uma construção. O problema de passar lá é que quando os pedreiros viram a hora, provavelmente acharam que eu estava matando aula (quem dera) ou que eu tinha me atrasado de verdade, mais ou menos, 1 hora e 20 minutos. Tudo bem, tudo bem, eu supero. Até a parte de sairmos da casa dela estava na boa. Mas aí, tivemos que descer na casa da nossa outra amiga pelo simples motivo do namorado dela estar lá perto. O problema, minha gente, é que se ele é um vagabundo que não abre nem o caderno por medo de lhe dar L.E.R. (Lesão por Esforço Repetitivo), eu não sou! Resultado: saímos quase em cima da hora, além de termos que aguentar os dois se agarrando em frente da escola. Sim, aquilo me deu nojo, afinal, acabei de voltar com meu namorado, e sim novamente, ainda estou traumatizada. Bom, voltando, novo resultado: quando, finalmente conseguimos chegar no portão, ele foi fechado na nossa cara. Quando conseguimos reabri-lo, por um milagre de Deus, tivemos que correr para não termos a porta da sala também fechada na nossa fuça.
Depois de 2 aulas, estávamos nas 2 últimas. Eu até diria um ALELUIA, IRMÃO!, mas aquilo estava pior do que o inferno. Eu, lá, concentrada, ocupada e obstinada na leitura do meu livro, que posteriormente seria vítima de minha leitura compartilhada, e o medíocre do meu, agora, ex- colega, Bill, estava a qualquer custo tentando destruir meu momento raro de paz e tranquilidade (e de uma certa felicidade). Querem saber? Conseguiu. Tive que ler alguma coisa sobre alguma coisa relacionada a discurso, que, talvez, um dia servirá para alguma coisa.
Eu sei que vocês devem estar se perguntando: “Meu Deus, como esta frágil garota conseguiu sobreviver a tudo isso?” e eu lhes digo: PRO INFERNO COM ESSE NEGOCIO DE GAROTA FRÁGIL. Sobrevivi porque eu sabia que se eu matasse esse pessoal todo ai de cima, eu iria presa, e, convenhamos, eu sou muito bonita pra isso.

sábado, 22 de maio de 2010

"Assim como o ar

Me parece vital" - Capital Inicial

Eu sabia onde encontrá-la. Eu SEMPRE soube onde encontrá-la, e isso me fez rir. Um monitorava o outro, eu pensei. Para mim, aquilo bastava. Conferi no relógio: 7:00 da manhã. Era incrível, cada vez ela chegava mais cedo. Se isso a fazia feliz, ótimo, também me fazia. Eu olhei novamente: calça jeans, all-star, sobretudo grosso e uma possível blusa de maga comprida branca por baixo. Sim, era ela. Ora, e mesmo que ela mudasse a roupa, é claro que eu reconheceria aquele olhar perdido e ao mesmo tempo tempo certo! Um olhar que permanecia em dois cachorros grandes e peludos. Pareciam brincar. Os latidos expressavam euforia, não desconfiança.
Os dias de inverno fizeram com que suas olheiras se aprofundassem na de porcelana. Olheiras iguais as minhas, pensei, e isso me confortou. Essa semelhança entre nóis dois me confortava mais ainda. Caminhei. Corri. Sentei ao seu lado sem nem ao menos perguntar se podia, como eu ja havia feito em "encontros" passados. Afinal, mesmo que ela dissesse que não, quem disse que eu iria conseguir ficar o mínimo de tempo possível sem aquela garota?
Eu me sentei e nem tive tempo de olhar seu rosto (como se eu precisasse. Eu poderia desenhá-lo, mas meus traços tortos estragariam sua perfeição), pois ele logo se escondeu na curva do meu pescoço. Um arrepio percorreu tudo. Seus olhos cederam e como um último ato acordada, ela suspirou. Aah, se soubesse o que aquele ar quente causava em mim...
Lhe beijei a testa e o topo da cabeça. A embolei em meus braços. Tanto tempo que ela cuidou de mim e a única coisa que consegui fazer pra retribuir...
Foi isso.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Where are you?



I miss you.. only that.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Sebastian, apenas isso.


Ela o fitou por algum tempo, porém, ele nada percebeu. Ele parecia entretido demais no livro a sua frente do que no que se passava ao seu redor. Era impressionante como, mesmo tendo quase morrido e estando com um corte extremamente espaçoso na barriga, sua calma não desaparecia.
A garota franziu o cenho. Quando ela o olhava, ela não via o Estevan, via o Sebastian. Apenas o Sebastian. E, por incrível que pareça, isso a confortava. Talvez fosse porque Sebastian se parecia com ela... talvez por ele ser tão...humano. Sim, apesar de tudo, Sophia via nele um humano. Imortal. Mas um imortal que sangrava e ofegava, como agora.
O único problema é que ela não sabia se o ofegar vinha do livro ou do machucado. Independente do que fosse, ela ficou alerta. Endireitou sua postura, pronta para entrar assim que qualquer sinal de dor o acometesse.
Ele sorriu. Aquele sorriso maléfico e infantil que já fora visto em outro rosto. Na verdade, o mesmo, apenas com um contexto diferente.
_É uma pena que o dom de ler pensamentos tenha sido concedido apenas ao meu irmão._Sebastian levantou os olhos e largou o livro aberto em cima da cama. A garota arregalou os olhos.
Sebastian riu e abriu os braços. A menina pulou na cama, rindo, como se aquilo fosse a coisa mais normal do mundo. E parecia ser, pois assim que as cabeças se encostaram, eles adormeceram. Juntos. Como anjos. Anjos endemoniados.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Novidade

Quem sempre acompanha o blog, deve ter percebido que eu ando postando alguns texto da minha amiga Julia. Portanto, para não confundirem, sempre que o texto for dela, o marcador será BFF. Caso contrário, não haverá marcador ou ele será diferente. Valeu xD

De repente...


Autoria: Julia Alves da Silva

Ele estava calmo, o que não era normal, parecia angustiado a falar algo que não sabia como.
Ela, percebendo, perguntou, calmamente, sem esperar uma resposta exata:
_O que houve?
_Nada_ ele respondeu, mas agora estava mais agitado, havia começado a tamborilar os dedos sobre a mesa de estudos. Ela apenas sussurrou um "hummmm", enquanto terminava a tarefa de matemática.
De repente o barulho cessou, curiosa, a menina, por impulso, o olhou. Ele estava escrevendo em letra legível, para a rapidez com que escrevia. Ele deslizou o papel sobre a mesa, para o alcance dela.
Ela sem entender começou a ler: "Não sei o que eu faço, desde quando a conheci eu te amo, mas você não me ama, não, pelo menos, do jeito que eu gostaria". Ela, um pouco chocada, apagou o trecho escrito na folha de caderno e começou a redigir um novo: "Você não sabe se eu te amo! Talvez eu posso ate não demonstrar, mas eu também...o amo!" e repassou o papel.
Ele então, após ler, novamente apagou e agora, mais calmo, escreveu sem nenhuma demora: "Você quer sair comigo?" e ela então...acordou, pedindo para Deus que fosse verdade.

Final Infeliz



Autoria: Julia Alves da Silva

Eu estava muito feliz com ele, e pelo que parecia, ele também estava.
Nos encontrávamos ás vezes, era como um hobby mas que para o meu coração, era uma obrigação.
Na primeira vez que nos falamos no MSN, éramos somente amigos. E ele já havia pedido uma chance. Na época eu era boba em falar não para muitos meninos, por causa de um garoto que nem me dava bola.
Até que um dia eu cansei, larguei mão de não ser feliz. Pensei e me decidi por dar uma chance para o Luka.
Uma amiga combinou com ele e ficamos de nos encontrar. Foi algo especial, mágico.
Mas um dia o "viveram felizes para sempre" acabou - eu sei, é trágico.
Graças a uma "amiga" que tinha ido embora da cidade e voltava nas férias. Não éramos muito amigas, mas nos falávamos pela Internet. Ela foi a bruxa malvada, a destruidora de lares do meu, até então, conto de fadas.
Ela simplesmente espalhou para um monte de gente que não tinha nada a ver. Que raiva. Mesmo ela se desculpando, não cai na historia de Virgem-Maria.
Eu ainda falo com o Luka e sei que ainda rola um clima entre nós.
Fiquei muito mal e ele, como sempre, estava me abraçando e falando: "Você sabe que eu sempre vou estar aqui e sempre vou te amar!". E eu com um abraço apertado e chorando respondi num sussurro quase inaudível: "Eu sei e isso já basta".

Triste mas feliz...


Autoria: Julia Alves da Silva

Antes era tudo divertido, nos reuniamos a tarde, falávamos horas e hora no msn, conversavamos horas e horas no MSN por uns 20 ou 30 minutos á fio. Sentávamos na praça venda a hora passar, e só para ressaltar, as pessoas passarem. Gastávamos nosso tempo e dinheiro com bobagens como fofocas e "rabichos".
Mas aí tudo mudou: as piadas não tinham mais graça. Fofocas pareciam não mais importantes faladas por mim.
Eu passei a ser a última a saber das coisas, minhas amigas começaram a me evitar. Mw sentia a intrusa do mundo a qual eu pertencia; como um alienígena, mas alienígenas podem ser estudados e servirem de... sei lá, cobaias.
Não era o que acontecia comigo. Eu conhecia minha, ate então, melhor amiga há mais de sei-la-quantos-anos e agora era como se eramos apenas colegas que estudavam juntas e se cumprimentavam apenas na escola.
Graças à Deus eu sabia a quem recorrer. Tinha uma amiga que eu também conhecia a sei-la-quantos-anos². Ela tinha uns parafusos a menos (o que pra mim não era novidade) como uma pessoa que eu conheço (sem comentários).
Ela também tinha os problemas dela como eu e muitos que já haviam acontecido comigo, em partes, saberia resolvê-los.
Contei o que havia acontecido, recebi conselhos e também os dei.
Logo estava de volta, não todas feliz porque a cada dia que se passava minhas amigas "colegas" ficavam mais felizes e nem notavam a minha falta.
Mas ai eu olhava pra minha amiga e pensava enquanto ela sorria, retribuindo meu olhar: "Ainda bem que Deus me deu você como presente!"

sexta-feira, 23 de abril de 2010

I need you ♥


Ele olhou para o jardim, no ato desesperado de encontrá-la, e encontrou, porém, não no estado em que gostaria. Ela estava sentada no belo divã, sempre localizado no meio do jardim. Ela abraçava os joelhos e mantinha o rosto enterrado neles. "Graças a Deus" ele murmurou antes de correr ao seu encontro. Ele chamou seu nome uma, duas, três, quatro vezes, mas ela não respondeu; a única coisa que fez foi começar a se balançar. O garoto se abaixou ao seu lado, não o suficiente para ver seu rosto, mas o suficiente para escutar seu choro. Não era alto, mas era agudo, sofrido, triste.
Não teve como suportar: num impulso inconsequente, ele a levantou do divã e a abraçou. Forte. Como se daquilo dependesse a sua vida, e por um lado, dependia mesmo. "Você tem que ficar bem" ele dizia "Pra eu ficar bem também". "o que?" ela disse, com a voz ja fraca e abalada "Eu dependo de você. Preciso de você pra ficar bem".
O choro dela pareceu cessar por um momento, mas era apenas aparência: os soluços começaram, seguindo de um choro, dessa vez, alto.
Ela não tinha força nem para abraçá-lo. Os braços dela estavam unidos na frente do próprio peito. "Por que ele me deixou?" ela perguntava, aos prantos. "O que eu fiz de errado?". "Ele não esta mais aqui" o garoto respondeu, mas acrescentou "Mas eu estou e sempre vou estar"

quarta-feira, 31 de março de 2010

Talvez nao fosse só isso

E mais uma vez, o rúgido da moto era ouvido. Porém, parecia ser mais alto do que os anteriores...chegava a ser uma despedida. A pista estava a sua frente. As montanhas de terra também. O motoqueiro olhou, acelerou, encarou a platéia e parou. A garota que estava parada dentro da "concentração" de motos parou também. O tempo entre ela pegar um capacete e caminhar pela areia, até ele, foi extremamente curto. Ela parou ao seu lado e sussurou algo em seu ouvido antes de, finalmente, colocar o capacete e montar atrás dele na moto. O motoqueiro segurou as duas mãos da moça, colocaram-as junto as dele e acelerou. Pela última vez, subiu pela aquela montanha de terra; minutos depois, eles perderam o controle da moto, que, até hoje, por motivos desconhecidos, explodiu.
As últimas palavras dela para ele? Ninguém sabe dizer... mas alguns arriscam que tenha sido "Eu te amo, e agora, é só isso"

quarta-feira, 10 de março de 2010

Away From The Sun ♪

"Cause now again I've found myself so far down
Away from the sun that shines into the darkest place
I'm so far down away from the sun again
Away from the sun again"
♪Away From The Sun - Three Doors Down♫


Ainda eram 2 horas da tarde e eu já estava na estação de trem, apesar dele só chegar as 3. Como as pessoas que estavam ali eram poucas, não me importei em deitar no banco, usando uma das minhas jaquetas de couro, já que, infelizmente, minha mala não era própria para se deitar. Não era de meu costume usar jaquetas. Pra falar a verdade, poucas eram as roupas que eu realmente gostava de usar estavam na mala. Talvez seja por isso que eu optei por querer usar a combinação que realmente me agradava: regata branca, camisa azul xadrez, calça jeans de lavagem escura e meu típico all star branco. Agradeci aos céus pela brisa fresca que fez meu cabelo pender do banco: a estação já não era muito gelada e o cabelo solto (uma raridade, já que ele sempre estava preso em um rabo-de-cavalo pratico) não ajudava muito.
Olhei o relógio, mas não me levantei, queria aproveitar esses últimos 15 minutos até a chegada do trem...o trem no qual o destino estaria escrito. Seria bom voltar algum dia, ou poder dizer “ola” do mesmo jeito que eu já disse, ou ser recebida como antes...ou... mas, pêra aí: eu não pretendia voltar!

terça-feira, 2 de março de 2010

Temporário não sei por quanto tempo.

Estou falando do layout, gente! Bom, como vocês viram, eu, Lígia, finalmente consegui mudá-lo *sininhos tocam e anjos gritam ALELUIA*, porém, ele será temporário ATÉ eu achar o que eu quero ou... aprender a criar um (o que necessitará da ajuda do meu primo). Portanto, caso alguem não esteja contente com o layout, bom, faça melhor (brincadeira), eu também nao estou muito não, mas, aguarde... o novo esta por vir 99'*musiquinha de suspense de novela mexicana nos minutos finais*

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Voltei...não sei por quanto tempo.

Mas voltei, e é isso que importa xD.
Não posso prometer um texto comprido, porque nem TENTAR montar um eu tentei, e, acredite, me envergonho disso. O porquê de eu estar aqui é recuperar o tempo perdido. Agora, ouvindo New Perspective (Panic! At The Disc), a nostalgia que esse blog me trouxe foi imensa. Acho que está na hora de entender que se eu consegui, ate hoje, escrever aqui com apenas uma seguidora (diga-se de passagem), concerteza vou conseguir continuar seguindo em frente. Se for apenas com ela, otimo. Se for com mais, melhor ainda.