
Todos nós vamos.
As pessoas morrem. E eu acho que essa é a conclusão mais brilhante que eu já cheguei em toda a minha vida. Ela é óbvia, eu sei, mas acho que ninguém nunca parou MESMO para pensar. As pessoas morrem, gente... todos os dias. E eu só consegui cair em mim sobre isso quando eu recebi a notícia de quê o irmão do meu melhor amigo morreu. O irmão que ele mais amava. Está morto. Eu nunca fui do tipo que encana com a morte de alguém... nem mesmo a da minha avó paterna. Mas, dessa vez, não teve como não sentir nada. Acho que a morte nunca esteve tão próxima de mim como hoje. É como se ela estivesse aqui do meu lado, pronta para rir e cravar sua foice na primeira vítima que se aproximasse.
Eu senti culpa. Eu sei que não matei ele (até mesmo porque ele morreu de aneurisma), mas eu me sinto culpada. Culpada por não poder fazer nada. Mas ninguém pode.
Eu me sinto perdida. Porque o meu amigo também está perdido. Eu não sei como vai ser quando ele voltar pra escola, porque eu não sei como agir. Eu nunca fui do tipo que fica lá, sentada com a pessoa, dizendo coisas que poderiam ajudar ou prometendo ficar tudo bem. Primeiro porque eu nunca sei o que dizer e segundo que eu sei que nada vai ficar bem. Acredite: só piora.
As pessoas estão morrendo e vão continuar a morrer. E eu ainda estou aqui, achando que essa foi a maior descoberta de toda minha genialidade. Que fútil.
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