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segunda-feira, 26 de abril de 2010

De repente...


Autoria: Julia Alves da Silva

Ele estava calmo, o que não era normal, parecia angustiado a falar algo que não sabia como.
Ela, percebendo, perguntou, calmamente, sem esperar uma resposta exata:
_O que houve?
_Nada_ ele respondeu, mas agora estava mais agitado, havia começado a tamborilar os dedos sobre a mesa de estudos. Ela apenas sussurrou um "hummmm", enquanto terminava a tarefa de matemática.
De repente o barulho cessou, curiosa, a menina, por impulso, o olhou. Ele estava escrevendo em letra legível, para a rapidez com que escrevia. Ele deslizou o papel sobre a mesa, para o alcance dela.
Ela sem entender começou a ler: "Não sei o que eu faço, desde quando a conheci eu te amo, mas você não me ama, não, pelo menos, do jeito que eu gostaria". Ela, um pouco chocada, apagou o trecho escrito na folha de caderno e começou a redigir um novo: "Você não sabe se eu te amo! Talvez eu posso ate não demonstrar, mas eu também...o amo!" e repassou o papel.
Ele então, após ler, novamente apagou e agora, mais calmo, escreveu sem nenhuma demora: "Você quer sair comigo?" e ela então...acordou, pedindo para Deus que fosse verdade.

Final Infeliz



Autoria: Julia Alves da Silva

Eu estava muito feliz com ele, e pelo que parecia, ele também estava.
Nos encontrávamos ás vezes, era como um hobby mas que para o meu coração, era uma obrigação.
Na primeira vez que nos falamos no MSN, éramos somente amigos. E ele já havia pedido uma chance. Na época eu era boba em falar não para muitos meninos, por causa de um garoto que nem me dava bola.
Até que um dia eu cansei, larguei mão de não ser feliz. Pensei e me decidi por dar uma chance para o Luka.
Uma amiga combinou com ele e ficamos de nos encontrar. Foi algo especial, mágico.
Mas um dia o "viveram felizes para sempre" acabou - eu sei, é trágico.
Graças a uma "amiga" que tinha ido embora da cidade e voltava nas férias. Não éramos muito amigas, mas nos falávamos pela Internet. Ela foi a bruxa malvada, a destruidora de lares do meu, até então, conto de fadas.
Ela simplesmente espalhou para um monte de gente que não tinha nada a ver. Que raiva. Mesmo ela se desculpando, não cai na historia de Virgem-Maria.
Eu ainda falo com o Luka e sei que ainda rola um clima entre nós.
Fiquei muito mal e ele, como sempre, estava me abraçando e falando: "Você sabe que eu sempre vou estar aqui e sempre vou te amar!". E eu com um abraço apertado e chorando respondi num sussurro quase inaudível: "Eu sei e isso já basta".

Triste mas feliz...


Autoria: Julia Alves da Silva

Antes era tudo divertido, nos reuniamos a tarde, falávamos horas e hora no msn, conversavamos horas e horas no MSN por uns 20 ou 30 minutos á fio. Sentávamos na praça venda a hora passar, e só para ressaltar, as pessoas passarem. Gastávamos nosso tempo e dinheiro com bobagens como fofocas e "rabichos".
Mas aí tudo mudou: as piadas não tinham mais graça. Fofocas pareciam não mais importantes faladas por mim.
Eu passei a ser a última a saber das coisas, minhas amigas começaram a me evitar. Mw sentia a intrusa do mundo a qual eu pertencia; como um alienígena, mas alienígenas podem ser estudados e servirem de... sei lá, cobaias.
Não era o que acontecia comigo. Eu conhecia minha, ate então, melhor amiga há mais de sei-la-quantos-anos e agora era como se eramos apenas colegas que estudavam juntas e se cumprimentavam apenas na escola.
Graças à Deus eu sabia a quem recorrer. Tinha uma amiga que eu também conhecia a sei-la-quantos-anos². Ela tinha uns parafusos a menos (o que pra mim não era novidade) como uma pessoa que eu conheço (sem comentários).
Ela também tinha os problemas dela como eu e muitos que já haviam acontecido comigo, em partes, saberia resolvê-los.
Contei o que havia acontecido, recebi conselhos e também os dei.
Logo estava de volta, não todas feliz porque a cada dia que se passava minhas amigas "colegas" ficavam mais felizes e nem notavam a minha falta.
Mas ai eu olhava pra minha amiga e pensava enquanto ela sorria, retribuindo meu olhar: "Ainda bem que Deus me deu você como presente!"