quinta-feira, 2 de junho de 2011

Eu sei, eu sei...

Tá, faz MUITO tempo q eu não posto... só um poquinho e paciência tá? A inspiração já está a caminho!

domingo, 10 de abril de 2011

Eu tava atoa.

Como aquele caminho curto até em casa irritava Clarice. Na verdade, nunca havia irritado antes, mas agora, aos 14 anos e totalmente preenchida de problemas, aquele curto caminho enfurecia qualquer um que precisasse pensar.

Ah, pensar... aquilo era o que Clarice mais tinha feito essa semana. Se adiantou? Nenhum pouco. Só piorou. Quanto mais pensava, pior Clarice se senti. Meu Deus, quantos erros cometidos! Quantas pessoas magoadas! Quantas coisas inacabadas... quanto tempo perdido. Ela não suportou. Abaixou a cabeça e chorou. Apoiou o rosto nas mãos e deixou o cabelo comprido tampá-las. "Não tem mais jeito", pensava. E será que tinha? Isso Clarice não sabia, mas sabia que sua casa estava a poucos centímetros. Por isso, endireitou o corpo, olhou firme para frente e passou reto pelo seu portão. É, isso mesmo, ela continuou a andar. Ela nunca havia feito isso antes, mas se era a saída, então faria. Mesmo que Clarice não soubesse onde iria ou como chegaria, ela andaria. Ora, uma hora os problemas iam ter que parar de seguí-la!

Isso não quer dizer que ela estava fugindo ou se escondendo. Ela estava apenas resolvendo à sua maneira.






P.S.: Isso é um trabalho de escola. Eu tava atoa e ai postei =)

segunda-feira, 21 de março de 2011

Ninguém está preparado para isso.


Todos nós vamos.

As pessoas morrem. E eu acho que essa é a conclusão mais brilhante que eu já cheguei em toda a minha vida. Ela é óbvia, eu sei, mas acho que ninguém nunca parou MESMO para pensar. As pessoas morrem, gente... todos os dias. E eu só consegui cair em mim sobre isso quando eu recebi a notícia de quê o irmão do meu melhor amigo morreu. O irmão que ele mais amava. Está morto. Eu nunca fui do tipo que encana com a morte de alguém... nem mesmo a da minha avó paterna. Mas, dessa vez, não teve como não sentir nada. Acho que a morte nunca esteve tão próxima de mim como hoje. É como se ela estivesse aqui do meu lado, pronta para rir e cravar sua foice na primeira vítima que se aproximasse.


Eu senti culpa. Eu sei que não matei ele (até mesmo porque ele morreu de aneurisma), mas eu me sinto culpada. Culpada por não poder fazer nada. Mas ninguém pode.


Eu me sinto perdida. Porque o meu amigo também está perdido. Eu não sei como vai ser quando ele voltar pra escola, porque eu não sei como agir. Eu nunca fui do tipo que fica lá, sentada com a pessoa, dizendo coisas que poderiam ajudar ou prometendo ficar tudo bem. Primeiro porque eu nunca sei o que dizer e segundo que eu sei que nada vai ficar bem. Acredite: só piora.


As pessoas estão morrendo e vão continuar a morrer. E eu ainda estou aqui, achando que essa foi a maior descoberta de toda minha genialidade. Que fútil.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Sobre cigarros e suicídos.

Ela também sofreu do mesmo mau... o da falta de consciência.

O contraste hoje foi inevitável. Lá estava eu, na padaria, comprando meu almoço. Eis que chega um moço. Conhecido meu e filho de uma amiga da minha mãe. Enquanto eu esperava meu lanche natural, eu olhei para o balcão a procura de algo que chamasse minha tenção comestível, e foi ai que eu vi o pedido dele: Um Maço De Cigarro. E que fique claro que usei letra maiúscula porque quero ressaltar bem aquele pedido. Lembro de sentir meu estômago despencar. Parte por nojo, parte por baque. O baque da realidade. Sabe, nunca fiquei impressionada quando ia nos bares e via pessoas comprando maços e mais maços de cigarros. Mas acho que nunca pensei em ver alguém comprando aquilo em uma padaria. Talvez porque na padaria venda coisas para uma sobrevivência! (e me refiro especialmente aos belos doces). E ali estava uma oposição total a vida: fumar. Eu estava ali, comprando algo para conseguir me manter de pé e o rapaz gastava quase todo o dinheiro de sua carteira em algo que o deixaria mais cedo deitado em um caixão. Em baixo da terra.



Há desculpas para essa compra diabólica? Não. Está escrito no verso. Em vários versos. Fotos coloridas e com aparência macabra. Avisos grandes e sérios. O tipo de coisa que deveria afastar toda a massa planetária. Mas não afastou. E o pior é que toda essa massa sabe o fim dessa história! Sabe que, apesar do "aparente prazer imediato", os seus pulmões vão "pifar" e vão causar uma catástrofe geral e mortal em todo o seu corpo já fragilizado pelo tabaco!


Enquanto há pessoas em hospitais, implorando a Deus pra viver, os "tabaquistas" estão ai... gastando o que pode e o que não pode em um auto-envenamento que, para piorar, é consciente.


Mas eu me pergunto se um dia essas pessoas já tiveram consciência.

sexta-feira, 11 de março de 2011

To: The White Demon


Se eu disser que eu senti sua falta, você vai acreditar? É, eu achei que não. Mas mesmo assim eu senti, todos os dias que você esteve longe e por isso não pode estar aqui comigo. Ás vezes, eu acho que, se você soubesse o que eu realmente sentia, você teria ficado... ficado aqui.
Eu acho que você teria considerado rever seu conceito sobre "nós". Sabe, eu teria gostado disso, porque eu gosto, mesmo depois desse tempo , da ideia de você me fazer feliz. Mas quem disse que você quis? Quem disse você conseguiu se prender a mim?
No fim, você sempre vai ser esse passáro que precisa ser inconstante para estar presente. É desse jeito que você é minha bússola quebrada, que só aponta pro passado, pros lugares que eu mais queria estar de novo. Ou você pode ser minha bússola certa, a que aponta pro meu destino, o que eu deixei passar, mas que uma hora vai ter que voltar, né?



White Demon Love Song - The Killers (the inspiration! *---*)

White demon,
where's your selfish kiss?

quarta-feira, 2 de março de 2011

New Face

Aposto que vocês viram a new face do blog né? Pois então, essa belezura só foi possivel graças a brilhante Julia S., do blog ooh-mygod (www.ooh-mygod.blogspot.com --> acessem viu?)
Mais uma vez, muito obrigada, Juujie! Não sei o que seria do visual do meu blog sem ti! *--*

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Depois da meia-noite

"Nós acendemos as luzes da cidade,
Nos abraçamos e ficamos juntos,
Até nascer o sol"
(Capital Inicial - Depois da Meia Noite)


_Eu não entendo o problema!
Ele a olhou como se ela tivesse acabado de dizer que matou Kennedy.
_Que problema?
_O nosso problema, pombas!
Ele sorriu torto para ela.
_E nós temos um problema?
Ela gesticulou com as mãos.
_E não é óbvio?!
_Tá... então, vamos pra um analista.
_Isso mão é uma terapia de casal, Matt_ela o olhou debochada.
_Não, sério?1 Poxa, logo agora que eu achei que nós fossemos um casal?!
_Ah, agora você entendeu o problema então?
_Sinceramente, Leah? Não.
_NÓS NÃO SOMOS UM CASAL!
Leah começou a rir, mas Matt sabia que aquilo significava descontrolamento total. Ele franziu o cenho. Ela continuou a gesticular, os dois ainda sentados na calçada.
_Eu estou aqui, você está aqui e nós estamos aqui a um tempão, Matt! E eu não estou falando de horas, mas de dias, cara! Nós conversamos, nós brigamos, nós rimos, e nos até nos beijamos! Você, Matt, sempre soube que eu sou completamente gamada em você! E por mais que você se negue até o último instante, você sabe melhor do que eu o quanto você gosta de mim!
Leah parou para respirar. Matt tinha a face tranquila e parecia começar a querer falar, mas Leah levantou a mão, pedindo que continuasse calado. Matt continuou sério, impassível e quieto. Ela prosseguiu.
_Eu sou perfeita pra você e você é perfeito pra mim. Nós sabemos disso. Nós dois! E ainda assim, nós estamos separados! Matt, há milhares de fatores a favor disso, e nenhum deles ainda nos tornou um casal, pelo menos oficial!
Leah o encarou, a face frustrada. Finalmente Matt havia mudado de expressão: sorrindo, ele se inclinou, e segurando o rosto dela com uma das mãos, a beijou. Leah pareceu se desmanchar: passou os braços pelo pescoço de Matt, o prendendo em um abraço. A outra mão livre dele a apertou contra o corpo pela cintura.
Após minutos de um beijo aparentemente apaixonado, Matt se separou lento e cuidadosamente dos lábios de Leah, porém não a soltou. A garota tinha as mãos no peito do rapaz, os olhos de ambos fechados, ela arfando e ele respirando profundamente o perfume dela.
_Eu acho que somos um casal perfeito_Matt murmurou, abrindo os olhos no mesmo momento que Leah fazia o mesmo e sorria. O olhar dele sobre ela era abobado e ofuscante, enquanto os olhos dela idolatravam as feições dele.
Eles se separaram.
_É mais de meia-noite.
_É_Leah concordou.
_E eu não vou embora agora.
_Não é pra voce ir_ela finalizou.
Em um gesto repentino, Matt a pegou no colo e a aninhou nos braços, em meio a risos dela. Os olhos dele se fecharam mais uma vez e sua face se alegrou tranquilizadoramente.
E foi abraçados que eles esperaram o Sol nascer, porque eles são perfeitos assim, acendendo luzes no meio da noite para discutirem.






Ah, a propósito:
Happy Valentine's Day To Everybody !