quinta-feira, 22 de julho de 2010

Recusas.


Eu estava sentada ali, abraçando meus joelhos, há uns 20 minutos mais ou menos. A água do chuveiro caia de forma tranqüilizante, molhando meu corpo por inteiro, inclusive meu cabelo, mesmo estando encostado na parede. Eu gostava do banheiro do meu quarto. O melhor da casa na minha opinião. O Boxe era grande, porém, naquele dia, a porta estava aberta. Não havia motivos para fechá-la. Irmã trabalhando e pais zanzando pela rua com o carro. A ideia fez uma faísca de alegria dentro de mim... mas nenhum sorriso brotou em meus lábios. Por que haveria de brotar?
Enruguei a testa. Meu celular tocou. Olhei a pilha de roupas em que ele se localizava a poucos centímetros de distancia de mim. Segurei-o nas mãos. Eram meus pais. Uma careta de fúria se formou involuntariamente em minha face. Recusei a ligação pela 4ª vez naquele dia. Fechei os olhos, pronta para recolocar o celular no lugar, mas ele tocou novamente. Dessa vez era ele. Eu sorri e atendi. Ele perguntou o que eu estava fazendo e disse que passaria para me pegar daqui 20 minutos. Eu desliguei o celular e achei forças para levantar, desligar o chuveiro e me arrumar. Puis meu short jeans, minha camiseta que deixava um dos ombros a mostra estampando minha querida Marilyn Monroe e meu all star xadrez. Sequei meu cabelo até que quase estivesse seco por inteiro.
A buzina soou forte lá fora. A felicidade me inundou de tal forma que fiquei estática por alguns segundos. Me recuperei e corri as escadas enquanto escrevia a mensagem que quase mataria meus pais do coração. Abri a porta e olhei para a rua. Lá estava ele do lado da porta do passageiro, aberta. Enviei o aviso "Estou com ele. A hora que eu chegar, conversamos. Vocês sabiam que eu não ficaria sem ele. Desculpe". Caminhei ate a porta do carro e entrei ao mesmo tempo que ele. Me joguei em seus braços. Apesar de meus problemas serem gigantes, perto daquele raro momento feliz, eles pareciam as coisas mais insignificantes do mundo... Meu Mundo.

domingo, 18 de julho de 2010

TIC-TAC


A teoria de que a parte da manhã passa mais rápido é verdade... quando se está fazendo alguma coisa, mas quando se está sentada na cama olhando para a própria colcha esperando que 4 intermináveis horas passem, a manhã se torna dolorosamente lenta. Esse é o meu caso. Por isso, discordo plenamente sobre outra teoria, que afirma que a parte da tarde demora a passar. Ela passa estranhamente rápido sim, não importa se você está assistindo TV, se está no computador, se está fazendo tarefa, se está dormindo, se está estirada em algum lugar escutando música ou se simplesmente se encontra no paraíso sobre a Terra. Ela passa. Mesmo que você lute com todas as suas forças para adiantar a manhã e atrasar a tarde. Uma trava e a outra passa.
Não, o mundo não é justo. E você só percebe isso quando seu estômago ronca, você pressente a hora do almoço, olha no relógio e ainda falta 1 hora para isso. Ou ainda quando você torce desesperadamente para o MSN entrar mais rápido porque você sente que já está na hora DELE entrar, mas o relógio te desaponta “dizendo” que ainda falta meia hora.
Os ponteiros do relógio se tornam navalhas afiadas que te desfiam a cada tic-tac. O pior é que você está consciente quando isso acontece. Quando o tempo passa.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

É por isso que eu agradeço todos os dias.


Por você ter me escolhido. Só por isso

Eu a olhava enquanto ela dormia em minha cama, não exatamente estirada, mas de uma forma que mostrava com clareza seu cansaço, concerteza por cuidar de mim. A minutos atrás, era eu que estava ali, totalmente imerso no sono, aconchegado em seus braços quentes, costumeiramente frios. Meu cabeça, antes, estava encostada em seu peito, e mesmo dormindo, podia ouvir nitidamente sua respiração compassada e a batida de seu coração. Dois sons que me deixavam totalmente vislumbrado: ela estava viva, viva o bastante pra cuidar de mim como sempre fazia, não deixando que em nenhum momento eu me sentisse de alguma forma que me fizesse mal... Eu sorri. era bem típico dela esse instinto superprotetor, principalmente em relação a mim. Ora essa, eu não precisava de proteção, mas eu queria, queria mais do que tudo a proteção dela, a voz dela me dizendo que tudo ficaria bem, que ela estava ali não importava o porquê, e que ela sempre estaria. Mas como eu já disse anteriormente, o que mais me vislumbrava era a batida de seu coração, sua respiração, e foi com esses sons que adormeci. Sons que diziam secretamente pra mim que sim, tudo realmente ficaria bem, porque tudo sempre estava bem com ela. Ela vivia por mim e eu vivia pra fazer de sua vida a melhor possível.
Tentando não fazer nenhum tipo de ranger, me levantei da cadeira que ficava de frente para a cama e me sentei nela, ao lado da garota. MINHA GAROTA. Pendi a cabeça para o lado, apoiando-a com o braço, afim de olhar o belo rosto dela com mais atenção. A posição não mudará: o corpo estava reto, os pés cruzados, a cabeça pendente para um lado, junto com umas das mãos, enquanto a outra repousava em sua barriga. O rosto permanecia sereno e a respiração em um ritmo normal. Com muito esforço, me contive para não envolvê-la em meus braços e fazer com que ela adormecesse neles, ouvindo as batidas do meu coração descompassadas pelo ardor de protegê-la. Mas eu não deveria acordá-la, seria injusto: depois que fui tomar banho ela conseguiu finalmente dormir, extremamente sonolenta imagino, por ter passado a noite passada praticamente inteira ao telefone comigo conversando sobre qualquer assunto que me distraísse. Depois de tudo isso, o mínimo que ela merecia era dormir. Dormir... o que minutos antes eu estava fazendo em seus braços. Fechei os olhos, e a cena veio imediatamente em minha mente, e era nítida.
Eu havia ligado para ela no inicio da tarde, quase desesperado, pedindo que viesse até aqui. Não aguentava mais ficar sem o seu cheiro no meu quarto. Eu sabia que seus pais haviam viajado, por isso não me preocupei com o fato de que talvez ela não pudesse demorar. Ela me tranquilizou dizendo que estaria aqui o mais rápido possível Os 10 minutos seguintes foram torturantes, até que vi aquela linda garota entrando pela porta do meu quarto. Meus pais também não estavam em casa, e eu sabia que apenas voltariam no dia seguinte, por isso a porta ficou aberta para que ela entrasse. Ela não falou nada por um instante. Eu desviei o olhar da janela para admirá-la. Antes mesmo disso, ela me envolveu em seus braços para me dar colo. Eu não resisti. Me desmanchei ao sentir seu toque. Quando finalmente consegui vê-la, notei algo. "Está com sono não é?", lhe perguntei. "Um pouco só" ela me respondeu com um sorriso torto. "Desculpe não ter deixado você dormir ontem a noite" eu disse enquanto voltava a me embrenhar em seus braços. "Tudo bem, eu não iria querer dormir sabendo o jeito que você estava" ela sussurrou em meu ouvido. Me libertei de seus braços e a beijei. Beijei como se daquilo dependesse minha vida, e dependia mesmo de certa forma. Quando percebi, suas pernas estavam em meu colo e eu a apertava contra meu corpo. A sensação de tê-la nos braços era maravilhosa. Parei por um momento. "Deita aqui comigo? Não quero que você fique longe"; "Querendo colo não é?". A resposta dela veio com um sorriso meu. Logo, ela estava deitada onde antes eu estava sentado. Dei a volta na cama e me deitei em seu ombro, com meu tronco encostado na cama e minhas pernas entrelaçadas com as dela. Uma de suas mãos se ocupavam em meu cabelo enquanto a outra, entrelaçada com a minha mão, acariciava cada parte do meu rosto. Minha outra mão livre acariciava sua cintura que estava sem cima de meu braço. Depois disso, adormeci.
Depois de acordar, foi difícil me livrar do cheiro dela: eu não queria. Eu sei que teria de ir tomar banho e isso tiraria por completo seu cheiro de mim. Isso não era nada aceitável para mim. Quando me levantei, ela ainda estava acordada. Pedi que não fosse embora antes de eu voltar, ela me disse que não iria tão cedo. Aquilo me tranquilizou.
Abri meus olhos. Ela ainda estava do mesmo jeito na cama. Entrelacei nossos dedos. O menor contato de sua pele com a minha me causou batimentos cardíacos fortes. Pude sentir sua respiração se acelerar. Eu causava nela o mesmo que ela causava em mim. Isso era bom. Passei minha mão por seu braço. Ela se mexeu e sua outra mão pegou minha outra mão livre que se ocupava com seu braço. Não me contive. Não era justo ficar sem seu cheiro. Era torturante. Lentamente, me afastei dela, o que lhe causou uma sútil careta. Dei a volta na cama e me sentei ao lado de onde dela dormia. Peguei-a no colo e a acomodei nos meus braços. Aquilo pareceu aquecê-la, pois ela se aconchegou assim que percebeu onde estava. Fechei os olhos novamente, mas dessa vez, minha mente permaneceu ali. Eu não queria perder por nada nesse mundo o prazer de ver alguém tão linda dormindo, em meus braços. Abri meus olhos novamente. Ela me observava. Os olhos abertos ainda sonolentos. Selei nossa boca demoradamente e quando desgrudei, sussurrei baixo o suficiente para que apenas ela ouvisse: "Pode dormir. Eu não pretendo deixar você ir embora tão cedo". Ela sorriu timidamente e fechou novamente os olhos. A fitei por um instante. De todos os desastres que você podia, você escolheu a mim. Obrigada.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Incondicionalmente!

Eu sigo você onde você for
Eu preciso de você pra aliviar a minha dor
Eu já estive aqui e ouço sua voz
Me dizendo que há um oceano entre nós

~"~

Eu sigo você onde você for
Eu preciso de você pra aliviar a minha dor
Te incomoda que eu fale assim?
O que mais você quer mudar em mim?
Você me quer incondicionalmente?
Ou me quer mas um pouco diferente?

~"~


Eu já estive aqui e ouço sua voz
Me dizendo que há um oceano entre nós
Que tipo de poder ti satisfaz?
Por que você quer que sejamos tão iguais?
Te incomoda que eu fale assim?
O que mais você quer mudar em mim?

~"~

Você me quer incondicionalmente?
Ou me quer mas um pouco diferente?

~"~

Te incomoda que eu fale assim?
O que mais você quer mudar em mim?
Você me quer incondicionalmente?
Ou me quer mas um pouco diferente?





Incondicionalmente - Capital Inicial

quinta-feira, 27 de maio de 2010

School No!


Finalmente em casa. Bom, na verdade, acho q infelizmente. São 13:54 e eu não tenho nada pra fazer, a não ser entre as 15:30 e 16:30, onde eu vou ter que me reunir com um bando de meninos cujo Q.I. não chega nem aos pés do de uma porta pelo simples de fato de que minha professora de Matemática (Sra. Matt) quer que eu os “apoie” nos estudos. Ta, e quem me apoia ein?!
Bom, vocês já devem ter percebido que meu dia não foi dos melhores, e não foi mesmo. Apesar de eu poder ter levantado as 7:40 ao invés de 6:10 pelo fato de só temos que entrar dali 1 hora, o motivo pelo qual isso aconteceria me preocupava. E muito. A REUNIÃO DE PAIS. Tudo bem, minhas notas estão sempre bem acima da média, minha frequência é de 99%... mas minha língua não consegue ficar dentro da boca, o que já me arrumou 3 ou 4 advertências, sendo 2 no quadrimestre passado. Outro problema que irá gerar um problema futuro bem maior é a nota de 1ª prova de História do ano: 4,75, sendo que a média é 7,00. SÓ QUE, apesar, dessa nota, a senhorita aqui que lhes escreve conseguiu a incrível média académica de 8,50, ta?! Eu sei que vocês entendem isso, mas a minha mãe não! E é essa total falta de compreensão que provavelmente me deixará sem ir no clube nesse final de semana, sem sair a noite nesse sábado, sem ir a festa na quarta feira VÉSPERA DE FERIADO e sem meu amado e idolatrado computador. Não, não sei como vou viver sem tudo isso.
Então, vocês querendo saber ou não como foi meu dia, eu vou contar. Até eu sair de casa, tudo bem. Mas ai eu sai, e, olha, que droga. Eu tinha que passar na casa da minha amiga q fica duas ruas acima, perto de uma construção. O problema de passar lá é que quando os pedreiros viram a hora, provavelmente acharam que eu estava matando aula (quem dera) ou que eu tinha me atrasado de verdade, mais ou menos, 1 hora e 20 minutos. Tudo bem, tudo bem, eu supero. Até a parte de sairmos da casa dela estava na boa. Mas aí, tivemos que descer na casa da nossa outra amiga pelo simples motivo do namorado dela estar lá perto. O problema, minha gente, é que se ele é um vagabundo que não abre nem o caderno por medo de lhe dar L.E.R. (Lesão por Esforço Repetitivo), eu não sou! Resultado: saímos quase em cima da hora, além de termos que aguentar os dois se agarrando em frente da escola. Sim, aquilo me deu nojo, afinal, acabei de voltar com meu namorado, e sim novamente, ainda estou traumatizada. Bom, voltando, novo resultado: quando, finalmente conseguimos chegar no portão, ele foi fechado na nossa cara. Quando conseguimos reabri-lo, por um milagre de Deus, tivemos que correr para não termos a porta da sala também fechada na nossa fuça.
Depois de 2 aulas, estávamos nas 2 últimas. Eu até diria um ALELUIA, IRMÃO!, mas aquilo estava pior do que o inferno. Eu, lá, concentrada, ocupada e obstinada na leitura do meu livro, que posteriormente seria vítima de minha leitura compartilhada, e o medíocre do meu, agora, ex- colega, Bill, estava a qualquer custo tentando destruir meu momento raro de paz e tranquilidade (e de uma certa felicidade). Querem saber? Conseguiu. Tive que ler alguma coisa sobre alguma coisa relacionada a discurso, que, talvez, um dia servirá para alguma coisa.
Eu sei que vocês devem estar se perguntando: “Meu Deus, como esta frágil garota conseguiu sobreviver a tudo isso?” e eu lhes digo: PRO INFERNO COM ESSE NEGOCIO DE GAROTA FRÁGIL. Sobrevivi porque eu sabia que se eu matasse esse pessoal todo ai de cima, eu iria presa, e, convenhamos, eu sou muito bonita pra isso.

sábado, 22 de maio de 2010

"Assim como o ar

Me parece vital" - Capital Inicial

Eu sabia onde encontrá-la. Eu SEMPRE soube onde encontrá-la, e isso me fez rir. Um monitorava o outro, eu pensei. Para mim, aquilo bastava. Conferi no relógio: 7:00 da manhã. Era incrível, cada vez ela chegava mais cedo. Se isso a fazia feliz, ótimo, também me fazia. Eu olhei novamente: calça jeans, all-star, sobretudo grosso e uma possível blusa de maga comprida branca por baixo. Sim, era ela. Ora, e mesmo que ela mudasse a roupa, é claro que eu reconheceria aquele olhar perdido e ao mesmo tempo tempo certo! Um olhar que permanecia em dois cachorros grandes e peludos. Pareciam brincar. Os latidos expressavam euforia, não desconfiança.
Os dias de inverno fizeram com que suas olheiras se aprofundassem na de porcelana. Olheiras iguais as minhas, pensei, e isso me confortou. Essa semelhança entre nóis dois me confortava mais ainda. Caminhei. Corri. Sentei ao seu lado sem nem ao menos perguntar se podia, como eu ja havia feito em "encontros" passados. Afinal, mesmo que ela dissesse que não, quem disse que eu iria conseguir ficar o mínimo de tempo possível sem aquela garota?
Eu me sentei e nem tive tempo de olhar seu rosto (como se eu precisasse. Eu poderia desenhá-lo, mas meus traços tortos estragariam sua perfeição), pois ele logo se escondeu na curva do meu pescoço. Um arrepio percorreu tudo. Seus olhos cederam e como um último ato acordada, ela suspirou. Aah, se soubesse o que aquele ar quente causava em mim...
Lhe beijei a testa e o topo da cabeça. A embolei em meus braços. Tanto tempo que ela cuidou de mim e a única coisa que consegui fazer pra retribuir...
Foi isso.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Where are you?



I miss you.. only that.