quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

I don't know

Eu sei, eu sei: eu sumi. Na verdade, eu andei mesmo foi fugindo. Fugindo porque sabia que tudo o que eu dissesse me entregaria, e eu tenho medo disso. Então, quando eu resolver criar vergonha na cara, eu volto!
Mas por enquanto, ainda não sei o que fazer, sobre tudo.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Me dê uma única certeza,


que eu ti darei a minha única verdade.


Ás vezes, eu acordo no meio da noite e me pergunto por quê você não está aqui. Sempre que eu vou lá fora, eu demoro uns minutinhos a mais, porque eu realmente acho que você vai aparecer. Não importa se o sol está rachando o asfalto ou se a chuva está alagando tudo: eu fico esperando você gritar meu nome aqui na frente, mesmo que seja só de brincadeira. O seu abraço deve ser o único lugar que não possa me machucar. Quando você diz que me ama, eu acredito. Pode ser que você esteja mentindo, mas eu quero muito acreditar que não, porque eu sei que lá no fundo, mesmo sendo o mais fundo possível, você gosta de mim. Você só precisa que alguém te diga isso. E sou eu quem deveria fazer isso. Mas cadê a coragem? Cadê a coragem de olhar nos seus olhos quase pretos para dizer que foi você que fez meu mundo desandar? Ou então que as minhas pernas tremem quando você resolve chegar perto demais?

Eu sei o que você pensa sobre nós dois...juntos. Talvez eu pense o mesmo, mas doa demais para eu admitir. Mas...olha...está tudo bem. Porque eu sei que um dia você vai vir aqui me dizer que você me amou todos os dias que eu também te amei. Você vai dizer também que sofreu em silência sempre que me via com outro. E mais! Você também vai dizer que eu tenho que ficar, pra mim nunca mais escapar de você! Você vai dizer tudo isso, não vai?

É, eu imaginei que não. Será que você não quer dizer por que não sabe se é isso que eu quero escutar...? Ou será que... é por que você não quer ouvir o que eu preciso tanto te dizer...? Mesmo sendo importante.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

TV = Tédio Vertiginoso!

Eu estou me sentindo praticamente em férias. Não porque já é quase final de Novembro, e daqui alguns dias minhas médias fecham e eu estarei livre daquela prisão cerebral (ou talvez até seja também), mas realmente, é porque eu tivesse esta semana, praticamente inteira, SEM AULAS!Vocês sabem o que é isso?! É A GLÓRIA! Ainda mais quando se trata de 32 alunos com os nervos já esfrangalhados devido à certos professores que insistem na missão de tornar nossa estadia tão longa lá uma verdadeira novela mexicana (leia-se dramática).
E, assim como se fossem férias... eu não tenho absolutamente nada para fazer. Tá, tá, eu exagerei. Eu até tenho uns assuntinhos pendentes ai (terminar de ler um livro da Meg Cabot até 6ª feira, caso eu não queira pagar multa na biblioteca, ficar horas no msn pra tentar colocar o assunto em dia, conseguir ver vários programas muito noturnos na TV que, durante as aulas, são vistos apenas em sonhos, escutar musicas nada famosas que me inspiram em posts que continuam a se prender na minha cabeça e a se recusarem a serem digitados... e o mais importante: dormir. Aaaah, dormir muito! Muito! Demais! Dormir, cochilar, capotar e o escambal! Ou vocês acham que eu tenho essas olheiras roxééérrimas em baixo dos olhos por opção cadavérica? Isso se chama Falta de Sono Aguda, e essa doença costuma acometer jovens alunos matinas do SESI), mas não é nada que consiga preencher por completo meu tempo, ou até mesmo fazê-lo passar enquanto minhas novelas não começam (sim eu assisto novelas, porque é isso que as garotas fazem!). Já pensei em pintar as minhas unhas hoje, sabe? Vermelho. Ou melhor, Melancia, da Colorama (olha o merchandising), mas e a preguiça? Ou vocês acham que é só passar o esmalte? Nãão! Eu tenho que pegar as coisas, arrumar os apetrechos, passar o esmalte, limpar, esperar secar para guardar as coisas... Nossa, já me deu sono só de pensar!
Agora me digam: o que que eu vou fazer, se não se tem nada para fazer? E quando tem... tem a preguiça também?
Aaah, acho que eu vou ver TV, já que minha novela já começou. Agora que arrumei uma coisa pra fazer que não me dá preguiça e preenche o tempo... meu Camaleões vai acabar sendo substituído pela minha A Francesinha!



quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Eu não sumi! =)

Até que eu gostaria... mas eu ainda não sumi não. Eu sei que eu QUASE abandonei esse blog, mas uma mãe nunca deve abandonar um filho, eu voltei. Não prometo posts felizes, animadores ou com finais onde "o amor está sempre presente", até porque isso não faz muito meu gênero. Vocês já perceberam isso... e se ainda me seguem, é porque gostam disso =) Então, se vocês já se acostumaram com tudo isso, não liguem ou se importem se eu sumir. Se eu não postar mais. Se eu não der sinal de criatividade escrita. Eu sou assim. Eu mudo. Eu sou de lua. Eu não gosto de ser sempre a mesma coisa. Eu detesto ter que seguir a mesma rotina. Talvez seja por isso que eu corte o cabelo de maneira louca e deixe ele secar normal, porque eu quero mudar.
Eu sei que esse deve ser o pior post que eu já fiz nesse blog, ou até na minha vida, mas eu precisava desabafar. Eu tinha que dizer isso a vocês, porque se vocês não souberem o que eu sinto, quem vai saber? No fundo, eu não quero ser entendida, nem lida ou muito menos decifrada. Quero que vocês leiam o post. A interpretação não cabe a mim.

domingo, 26 de setembro de 2010

Everything is black and white

E eu já nao me importo mais. Não ligo se o mundo vai acabar em 2012, ou se eu vou morrer amanha. A saudade do passado já nao bate mais e a ansiedade para o futuro acabou. O desespero do abandono não bate mais, eu esqueci o que é ser feliz e eu não sinto mais meu coração bater. O sangue não corre mais em minhas veias. O ar evita meus pulmoes. Meu cerebro está trabalhando cada vez mais lento e pesado. Quando fecho meus olhos, eles lutam para nao abrirem mais. Meu corpo trava quando tento movê-lo obrigatoriamente.
Eu não luto mais.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Vamos fazer um filme?


Na verdade, não foi bom isso que eu quis. Hoje, por obra do destino, acordei com vontade de assistir um filme. Vontade de deitar na cama, envolta em cobertores e travesseiros, ou até mesmo no sofá. Um pote cheio de pipoca no colo e um belo filme passando na televisão. O duro é que essa vontade sem pretexto me acometeu bem no meio da aula de matemática, enquanto eu me perdia no frio que se passava lá fora, que parecia até visível através da janela. Eu olhava aquele frio como se ele me chamasse, como se ele pudesse me confortar e me acolher. Mas ele não era tão convidativo quanto um filme, um monte de pipoca e um quarto quente. Sinceramente falando, não me importava se era sexta, sábado ou segunda. Se a oportunidade de satisfazer meu desejo fosse possível, eu largava tudo pra realizar essa vontade. Que se dane prova, trabalho ou compromisso. Que se dane responsabilidade! O filme nas minhas mãos, a pipoca no micro-ondas, as cobertas aninhadas, o travesseiro disposto, e eu olhando com lágrimas nos olhos aquilo tudo. Eu não me importaria nenhum pouco se o filme seria romance, drama, suspense, terror, comédia, ou o raio que o parta. O filme estaria ali. Confesso que uma comédia romântica era o que meu ego clamava para essa manhã, que não era triste, que me fazia bem, que tornava o dia nublado e o meu dia perfeito, mas que era, ao mesmo tempo, melancólica. A pipoca podia ser tradicional, de queijo, de chocolate, de baicon, de caramelo até! O cobertor, então! Lã, malha, casimira, seda chinesa! O travesseiro tinha a única exigência de ser macio. Talvez eu até dormisse durante o filme, no meio dele, com o balde de pipoca no chão e minha mão dentro dele. Eu, submersa no cobertor, com a cabeça afundada no travesseiro. Isso também não me incomodaria em nada. A manhã continuaria perfeita. Eu continuaria feliz. E um provável sorriso, que a muito tempo não aparece em meu rosto, brotaria. O fato de que não saber o porquê dessa vontade louca de travesseiro-cobertor-pipoca-filme me acometer não me incomoda em nada também, muito pelo contrário, torna essa manhã mais curiosa do que já está, e talvez seja isso que me atrai tanto nela.

sábado, 18 de setembro de 2010

Jeff's spaghetti

Katherine estava sentada na bancada da cozinha, balançando os pés, enquanto Jeff mexia no fogão.
_Tem certeza de que nao quer ajuda, Jeff? Parece meio complicado_disse Katherine, levantando uma sombrancelha sarcasticamente.
Jeff a olhou com cara de deboche.
_Eu sou Jeff Carter! Está no meu sangue cozinhar!
O pior é que estava mesmo. O pai de Jeff era chef de uma famoso restaurante de luxo e sua mãe escrevia livros gastronómicos para vender na própria livraria. Mas, ao que parecia, Jeff havia herdado o talento escritor da mãe, e não o gastronómico do pai.
Katherine se levantou e caminhou ate chegar ao lado dele, agarrando-se a sua cintura.
_E eu posso saber o que o Sr. Carter está preparando para nós?
Jeff passou uma mão pelos ombros de Kath e lhe beijou o topo da cabeça.
_Macarronada a Lá Verona!_exclamou, tentando fazer um sotaque italiano. Kath riu e se esticou para ver a receita no livro em cima da pia.
_E teremos sobremesa, chef?
_Claro, amor: sorvete de framboesa com pedaços de abacaxi.
_Hum, parece ótimo.
Katherine deu mais uma olhada no livro e tentou localizar a salsa em cima da pia, que parecia não ter sido picada ainda. Ela se desprendeu do abraço de Jeff (o que lhe causou certo desconforto)e caminhou até a erva, pegando a faca para começar o trabalho. Porém, após 2 ou 3 facadas, ela sentiu as mãos de Jeff tirarem a faca das suas, limpando-as com um pano para tirar alguns pedaços da salsa que haviam ficado. Katherine o olhou indignada.
_O que você pensa que está fazendo?
_O que a senhorita pensa que está fazendo! Eu cozinho, você aprecia._Jeff a levantou nos braços e a sentou de novo na bancada._É abominante ficar longe de você, mas você pediu isso._ Kath bufou e ele lhe beijou demoradamente na testa, se afastando.
Dali até o momento do macarrão ficar pronto, levou quase uma hora, e Kath tinha que admitir: estava ficando delicioso, o cheiro dizia isso.
Jeff dispois os dois pratos com a "Macarronada a Lá Verona" na mesa, perto de duas taças com suco de morango. Katherine sorriu para mesa e abraçou Jeff, que correspondeu com entusiasmo.
_Devo admitir: você tem talento.
_Agradeça ao novo livro de receitas da minha mãe. Ou era ele, ou pediríamos pizza com refrigerante.
Kath olhou para ele e riu. Jeff lhe beijou e a garota correspondeu fervorosamente.
_Vai esfriar, amor.
_Tenho certeza que vai continuar gostoso do mesmo jeito, amor.
Jeff a pegou no colo, e ela passou as pernas por sua cintura enquanto se encaminhavam para o quarto. O jantar já estava servido, mas sobremesa eles queriam agora.