Ela estava sentada na sacada da janela do seu quarto. Os seus pés balançavam enquanto ela olhava para baixo. Já eram 5 da manhã, e ela ja estava ali a 5 horas. Ela não havia dormido. Nevava. Ventava. Chovia. Mas ela não ligava, porque ele tambem nunca havia ligado.
Pensar nele a fez olhar para o final da rua, mas não tinha ninguem lá. Ele não estava lá. Ele não ia mais voltar lá. Ele não ia mais voltar pra ela. Ele não ia mais voltar. Ele não havia dito Adeus, como prometeu. Ele disse que nunca a abandonaria. Ele disse que voltava. E voltou? Não. A última noticia dele foi quando ligaram e disseram que o carro e o corpo dele haviam sido encontrados em um penhasco. Tambem disseram que no celular dele, tinha uma mensagem pronta pra ser enviada pra ela :" Se eu não voltar, a culpa não é sua. A culpa nunca foi sua. A culpa sempre foi minha. Se eu ti deixei, foi por amor; não quero que você sinta o desespero que sinto. A minha vida acaba aqui, mas o meu amor por você, durará enquanto a dor de te perder tambem: eternamente. EU TE AMO".
Ao mesmo tempo que as palavras na mente dela voltavam, o choro tambem. E, junto com a compulsão das lágrimas, veio o impulso de pular. E ela pulou. Pulou na grama fofa e molhada; e ali continuo. Viva. Para ela, infelizmente com vida ainda.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Passaportes