As palmeiras eram verdes e curvadas; o nascer do sol começava cedo, com um rosa arroxeado; depois, a sua tonalidade ia de laranja amarelado para verde azulado; o barulho das ondas nunca incomodou, e não seria agora, em pleno verão, que iria incomodar. A espuma cheirava a alga-marinha, que, mesmo enjoando as vezes, era típico de lá. O mar era transparente, o azul era apenas uma gota de pigmento. A areia parecia ser de aquário: branca e fina. As casas (pelo menos a maioria) eram com paredes de vidro, as armações de madeira clara e, quando se conseguia ver através da mata nativa com um verde dominador, mostrando apenas pequenos pedaços de cor, a piscina da casa era grande, com linhas curvas, com pisos de azul marítimo, escadas e trampolins. Na sala, não havia sofás, mas sim, pufes listrados com tons pasteis, cortinas brancas. Nos quartos, paredes pintadas com cores fortes, closets, cama de casal, tapetes felpudos, computadores ligados com musicas que destoavam do clima relax do lugar: era rock. Rock de verdade. Ou rock suf, como voce preferir. Passar a noite toda na sacada debruçada com a brisa gelada no rosto e o sons de festas de Orange Couty. Eu era da elite; eu ia as festas. Eu ia aos jantares; eu era feliz.
Tudo isso é o paraíso. Tudo isso é California!
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