domingo, 4 de outubro de 2009

Conveniências

Não adianta, por mais que a pessoa queira ser verdadeira, ela sempre acaba fazendo algo por conveniência. Eu, por exemplo, faço isso freqüentemente, afinal, nas maiorias das coisas que fiz, 90% foi em troca de algo. Podem me chamar do que quiserem: falsa, golpista, interesseira, etc, mas, me digam, quem nunca fez isso? Quem nunca disse algo pra alguém esperando que aquilo lhe ajudasse a ser chamada pra “MAIOR FESTA DO ANO”, ou nunca fez aquele favor esperando que, depois disso, a pessoa falasse com aquele gatinho? Pois é, fazer algo por ser conveniente é algo tão normal quanto mascar chiclete. Mas, vocês devem estar se perguntando (e eu mesma estou): por que voce esta escrevendo sobre conveniências? E eu lhes respondo: porque, dias desses percebi, que a minha vida inteira foi feita disso, baseada nisso, e ate hoje é. Eu falei coisas e me aproximei de pessoas pra conseguir outras coisas e outras pessoas, e ainda falo e faço. Um exemplo? Minhas atuais amigas. Olha, vou lhes dizer uma coisa, no começo, eu ate gostava delas, queria estar com elas, mas, hoje em dia, a única coisa que ainda me liga a elas é porque é conveniente, e sabe por que é conveniente? Porque elas são a “ponte” que me liga a algo, ou melhor, dizendo, a alguém, de extremo valor pra mim: ELE. Não é que eu não tenha capacidade pra falar com ele, o problema é que elas são o meu passaporte para estar junto dele: onde elas estão, eu estou; onde eles estão, ele esta; onde elas estão, eles estão. Eu sei que é meio confuso... mas não é minha culpa que o esquema seja assim. Resumindo, eu TENHO que ficar com elas, eu não sou feliz, já fui e talvez demore pra ser de novo. Eu não sou feliz porque elas não me fazem bem; eu já fui feliz porque já tive amigas por puro prazer; e talvez demore pra ser de novo porque eu acho que ainda vai demorar um tempo pra me livrar delas (hahahahaha soumal). Mas... sabe... isso não me incomoda, não me incomoda mesmo, eu não ligo, de verdade, eu já fiz isso antes, sabe, ter amigos por conveniência, um exemplo são as minhas amigas antigas: estava com elas porque estar com elas é estar no topo. A diferença? Com elas eu era feliz, só que nós brigamos e eu acabei fazendo a escolha errada: ir pra onde só há fracassadas (na verdade, eu já passei por dois grupos de fracassadas: o de fracasso pela metade e o de fracasso total. Felizmente, estou no “fracasso pela metade”. Já é alguma coisa, não?!). Se tem volta? Provavelmente não. As minhas antigas amigas, hoje em dia, já se acostumaram sem a minha presença, apesar de, as vezes, admitirem que sentem a minha falta e a outra opção é mudar de turma se eu não quiser continuar mostrando o meu lado mais falso é mudar, de cidade.

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