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segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Se eu pedir... vá.




Se eu for embora, me peça pra voltar. Se eu disser adeus, diga que não vai aceitar. Se eu falar que não preciso mais de você, mostre que o meu mundo esta na sua via. Se eu tentar correr, me tire do caminho. Se eu gritar, tampe a minha boca com a sua. Se eu chorar, deixe elas caírem na sua camiseta. Se eu tentar parar de respirar, me faça voltar com o seu perfume. Se eu quiser morrer, fale que a sua vida depende da minha. Se eu começar a me debater, me abrace com força e impeça-me de me mexer. Se eu deitar no chão, ofereça seu peito.. Se eu disser que não ti entendo, me mostre como é importante você aqui. Se eu me encostar na parede, se encoste em mim. Se eu parar de falar, arranque, nem que seja um "não", de mim. Se eu parar de sorrir, sorria por mim. Se eu não puder levantar, me pegue no seu colo. Se eu não conseguir rir, me mostre o que já me fez feliz.Agora, se eu pedir pra você ir embora, apenas vá, porque, com você aqui, não vou conseguir me decidir sobre o que fazer pra ser feliz com a abstinencia de ti, pois sei que um dia, eu querendo ou não, você terá que partir.

domingo, 4 de outubro de 2009

Conveniências

Não adianta, por mais que a pessoa queira ser verdadeira, ela sempre acaba fazendo algo por conveniência. Eu, por exemplo, faço isso freqüentemente, afinal, nas maiorias das coisas que fiz, 90% foi em troca de algo. Podem me chamar do que quiserem: falsa, golpista, interesseira, etc, mas, me digam, quem nunca fez isso? Quem nunca disse algo pra alguém esperando que aquilo lhe ajudasse a ser chamada pra “MAIOR FESTA DO ANO”, ou nunca fez aquele favor esperando que, depois disso, a pessoa falasse com aquele gatinho? Pois é, fazer algo por ser conveniente é algo tão normal quanto mascar chiclete. Mas, vocês devem estar se perguntando (e eu mesma estou): por que voce esta escrevendo sobre conveniências? E eu lhes respondo: porque, dias desses percebi, que a minha vida inteira foi feita disso, baseada nisso, e ate hoje é. Eu falei coisas e me aproximei de pessoas pra conseguir outras coisas e outras pessoas, e ainda falo e faço. Um exemplo? Minhas atuais amigas. Olha, vou lhes dizer uma coisa, no começo, eu ate gostava delas, queria estar com elas, mas, hoje em dia, a única coisa que ainda me liga a elas é porque é conveniente, e sabe por que é conveniente? Porque elas são a “ponte” que me liga a algo, ou melhor, dizendo, a alguém, de extremo valor pra mim: ELE. Não é que eu não tenha capacidade pra falar com ele, o problema é que elas são o meu passaporte para estar junto dele: onde elas estão, eu estou; onde eles estão, ele esta; onde elas estão, eles estão. Eu sei que é meio confuso... mas não é minha culpa que o esquema seja assim. Resumindo, eu TENHO que ficar com elas, eu não sou feliz, já fui e talvez demore pra ser de novo. Eu não sou feliz porque elas não me fazem bem; eu já fui feliz porque já tive amigas por puro prazer; e talvez demore pra ser de novo porque eu acho que ainda vai demorar um tempo pra me livrar delas (hahahahaha soumal). Mas... sabe... isso não me incomoda, não me incomoda mesmo, eu não ligo, de verdade, eu já fiz isso antes, sabe, ter amigos por conveniência, um exemplo são as minhas amigas antigas: estava com elas porque estar com elas é estar no topo. A diferença? Com elas eu era feliz, só que nós brigamos e eu acabei fazendo a escolha errada: ir pra onde só há fracassadas (na verdade, eu já passei por dois grupos de fracassadas: o de fracasso pela metade e o de fracasso total. Felizmente, estou no “fracasso pela metade”. Já é alguma coisa, não?!). Se tem volta? Provavelmente não. As minhas antigas amigas, hoje em dia, já se acostumaram sem a minha presença, apesar de, as vezes, admitirem que sentem a minha falta e a outra opção é mudar de turma se eu não quiser continuar mostrando o meu lado mais falso é mudar, de cidade.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

I like my life?!

Eu ja gostei, e gostei muito, só que hoje em dia, viver esta se tornando uma tortura insuportavel.

domingo, 20 de setembro de 2009

Briga explicada - 2ª EXPLICAÇÃO

Sabe o que é pior que a briga? P dia pós-briga. Cara é o apocalipse ter que ver a tua mãe ti olhando como se voce tivesse matado alguém! Mesmo eu passando 4 horas e meia na escola (nunca amei tanto isso como estou amando agora), eu ainda tenho que aturar OS RESTO DO DIA cara de bosta (desculpem o palavrão) dela! Eu sei, eu sei, eu estou errada... mais, pô, quem que agüenta??? Nem Jesus, néh? Então, se nem ele, que era perfeito, agüentava, como é que EU vou agüentar?!?!

Briga explicada

A pior coisa de uma briga, é quando voce sabe que esta errada, e sabe os motivos também. Sabe quando voce acha que poderia ter feito tudo diferente, e poderia mesmo? Foi como eu me senti. E ainda estou me sentindo. Sempre que recebemos uma ordem superior a nós, devemos obedecer, e é o que eu devia ter feito. Devia ter ido direto pra casa. Devia ter ignorado a minha “amiga” irritante. Não devia ter passado pela locadora. Não devia ter ficado enrolando no centro da cidade. Eu não devia ter feito nada disso. Deveria ter ido pra casa. Pegado a minha chave e ter ido embora, simples assim, não é? É. É simples sim. Só que a idiota (lê-se eu) resolveu fazer tudo diferente, por motivos que nem essa anta (lê-se eu)² sabe. Eu sei que a culpa é minha, e sei que tudo poderia ter sido evitado. Mas, a pior coisa que sei, é que eu sabia que não acabaria bem, desde o começo. Só não sabia que as conseqüências seriam tão arrasadoras: eu perdi tudo. TUDO. Perdi a confiança da minha mãe, perdi meu orgulho, perdi os direitos que tanto sonhei ter: poder sair quando quiser, com quem quiser, pra onde quiser. Junto com tudo isso, perdi uma das poucas coisas que ainda me dava alegria: minha liberdade. E são essas conseqüências que me estão dando, ate hoje, a vontade de morrer, porque eu sei que não serei forte o bastante para agüentar, muito menos fria. Estar certa numa briga, ou pelo menos achar que esta é ótimo: voce pode culpar, xingar e odiar quem esta brigando contigo, né? É. E sabe por que? Porque é da nossa natureza culpar o próximo quando achamos que somos inocentes. Mas, e quando SABEMOS e ADMITIMOS que somos e estamos errados? A quem vamos culpar? Ou odiar? Ou xingar? A nós mesmos? Mais do que já nos culpamos, odiamos e xingamos? É angustiante ver que voce destruiu a sua própria vida com uma simples decisão, que já estava tomada. Querer voltar no tempo para tomar um novo rumo, literalmente, e não poder, é uma tortura psicológica pior que uma morte lenta, ou uma surra, é algo que mata a alma primeiro. Como não posso mudar o passado, vou tentar não errar no futuro, mesmo sabendo que isso não vai acalmar meu coração.
Outra lição que tirei disso tudo, é que, numa briga, o mais dói, alem da culpa, não são os tapas, mas as palavras ditas que justificam eles. Eu quero mudar, eu quero fazer diferente, eu não quero mais errar, não quero mais perder nada, não quero ser assim. Eu sei, entendo e aceito, que terei de lutar, “pra nunca mais viver assim” ♪(Detonautas Roque Clube) ♪.

sábado, 12 de setembro de 2009

Mudando o que ja deveria ter sido mudado.

pO meu cabelo por exemplo. Ja estava mais que na hora de cortar! Apesar de eu gostar de cabelos compridos, aquilo ja era exagero, ele estava quase chegando na minha cintura, parecia de crente (nada contra elas, muito pelo contrario, são pessoas maravilhosas) e, alem do mais, ele esta meio ondulado, mesmo com a escova termica que eu fiz a 9 meses e que ja esta acabando; com esse tempo de chuva, ele voltou a ficar exatamente como era antes: ondulado e armado! (pena que o cacheado dele não voltou :S). Dai, como eu ia viajar pra Holambra na 5ª feira (aha, eu fui! mais isso é historia pra outro post que eu posto depois), na 4ª feira a tarde eu fui no salão cortar o cabelo ( A Bella se chamava o salão) e cortei. Pedi que cortasse mais ou menos como o da Bella, e , é claro que não ficou nem um pouco parecido com o que eu imaginava, e isso é muito estranho porque, no salão que eu cortava antes, ficava exatamente como eu queria. Ela disse que cortaria 8 dedos, e eu vi que ficaria no comprimento que eu queria. Porem...a mulher ficou LOUCA e saiu cortando tudo! É! Quando eu vi, o meu cabelo tava na altura do ombro! DO OMBRO! Eu quase comecei a chorar e a xingar ela, só que foi ai que eu me dei conta que na verdade esse era o corte perfeito pra mim (apesar de eu saber que, curto daquele jeito, ele iria ficar meio armado) porque, se eu estava ali, querendo cortar o meu cabelo que estava um pocu mais da metade das costas para a altura do meu peito, é porque eu gostari de mudar, entao, por que não mudar radicalmente? Entao, pronto! Ela cortou, desfiou, repicou, secou e fez escova, e, depois de tudo isso, dei o maior sorriso do mundo. E sabe por que? Porque finalmente eu havia me encontrado, havia achado o que eu sempre quis ser: alguem de cabelo curto todo cheio de pontas! Pena que eu demorei tanto tempo pra perceber isso, e acabei mudando o que ja deveria ter sido mudado.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Sonhos pertubadores.

O sonho era bom. Era antigo, mas era bom. Era tudo o que eu sempre quis pra mim, era como uma 2ª vida. De repente, eu era a garota dos meus sonhos, eu podia fazer o que quisesse quando quisesse e do jeito que quisesse. Só que eu não era eu exatamente... eu era ruiva. Eu tinha os olhos verdes escuro. Eu tinha a pele branca, alva. Eu devia ter uns 15,16 anos, mais ou menos. Mas, mesmo o físico sendo diferente, eu sabia que, por dentro, era eu. E eu estava feliz. Eu acordei feliz. Eu acordei achando que poderia mudar a minha vida.

Mas é claro que surgiram outros sonhos. E, infelizmente, existem também os pesadelos, como quando eu estava só; eu não sabia que estava, mas estava. Ele ate podia estar ali, só que não estava. Ele queria a ela. Ele queria a outra, e não a mim. E eu estava ali, como uma tonta, esperando ser amada. Até que eu fiquei totalmente sozinha, dessa vez de verdade: eu olhava para os lados e não via ninguém confiável, nem um rosto conhecido. Apenas pessoas estranhas, que eu não sabia se queriam o bem, apesar de demonstrarem o tempo todo não estarem nem ai pra mim, mas sim, pelos lucros que eu traria pra eles: sim, eu era importante; parecia ser uma novela, ou um programa, ou uma propaganda, só sei que havia câmeras, e ele também se aproveitava dessas câmeras; ele também se aproveitava do que eu traria para os outros a favor dele. E eu seria isso. Um objeto. Algo que é utilizado e é jogado fora depois.
E foi nesse dia que eu vi todos os meus medos resumidos em um só momento, em um só sonho.