quinta-feira, 13 de maio de 2010

Where are you?



I miss you.. only that.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Sebastian, apenas isso.


Ela o fitou por algum tempo, porém, ele nada percebeu. Ele parecia entretido demais no livro a sua frente do que no que se passava ao seu redor. Era impressionante como, mesmo tendo quase morrido e estando com um corte extremamente espaçoso na barriga, sua calma não desaparecia.
A garota franziu o cenho. Quando ela o olhava, ela não via o Estevan, via o Sebastian. Apenas o Sebastian. E, por incrível que pareça, isso a confortava. Talvez fosse porque Sebastian se parecia com ela... talvez por ele ser tão...humano. Sim, apesar de tudo, Sophia via nele um humano. Imortal. Mas um imortal que sangrava e ofegava, como agora.
O único problema é que ela não sabia se o ofegar vinha do livro ou do machucado. Independente do que fosse, ela ficou alerta. Endireitou sua postura, pronta para entrar assim que qualquer sinal de dor o acometesse.
Ele sorriu. Aquele sorriso maléfico e infantil que já fora visto em outro rosto. Na verdade, o mesmo, apenas com um contexto diferente.
_É uma pena que o dom de ler pensamentos tenha sido concedido apenas ao meu irmão._Sebastian levantou os olhos e largou o livro aberto em cima da cama. A garota arregalou os olhos.
Sebastian riu e abriu os braços. A menina pulou na cama, rindo, como se aquilo fosse a coisa mais normal do mundo. E parecia ser, pois assim que as cabeças se encostaram, eles adormeceram. Juntos. Como anjos. Anjos endemoniados.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Novidade

Quem sempre acompanha o blog, deve ter percebido que eu ando postando alguns texto da minha amiga Julia. Portanto, para não confundirem, sempre que o texto for dela, o marcador será BFF. Caso contrário, não haverá marcador ou ele será diferente. Valeu xD

De repente...


Autoria: Julia Alves da Silva

Ele estava calmo, o que não era normal, parecia angustiado a falar algo que não sabia como.
Ela, percebendo, perguntou, calmamente, sem esperar uma resposta exata:
_O que houve?
_Nada_ ele respondeu, mas agora estava mais agitado, havia começado a tamborilar os dedos sobre a mesa de estudos. Ela apenas sussurrou um "hummmm", enquanto terminava a tarefa de matemática.
De repente o barulho cessou, curiosa, a menina, por impulso, o olhou. Ele estava escrevendo em letra legível, para a rapidez com que escrevia. Ele deslizou o papel sobre a mesa, para o alcance dela.
Ela sem entender começou a ler: "Não sei o que eu faço, desde quando a conheci eu te amo, mas você não me ama, não, pelo menos, do jeito que eu gostaria". Ela, um pouco chocada, apagou o trecho escrito na folha de caderno e começou a redigir um novo: "Você não sabe se eu te amo! Talvez eu posso ate não demonstrar, mas eu também...o amo!" e repassou o papel.
Ele então, após ler, novamente apagou e agora, mais calmo, escreveu sem nenhuma demora: "Você quer sair comigo?" e ela então...acordou, pedindo para Deus que fosse verdade.

Final Infeliz



Autoria: Julia Alves da Silva

Eu estava muito feliz com ele, e pelo que parecia, ele também estava.
Nos encontrávamos ás vezes, era como um hobby mas que para o meu coração, era uma obrigação.
Na primeira vez que nos falamos no MSN, éramos somente amigos. E ele já havia pedido uma chance. Na época eu era boba em falar não para muitos meninos, por causa de um garoto que nem me dava bola.
Até que um dia eu cansei, larguei mão de não ser feliz. Pensei e me decidi por dar uma chance para o Luka.
Uma amiga combinou com ele e ficamos de nos encontrar. Foi algo especial, mágico.
Mas um dia o "viveram felizes para sempre" acabou - eu sei, é trágico.
Graças a uma "amiga" que tinha ido embora da cidade e voltava nas férias. Não éramos muito amigas, mas nos falávamos pela Internet. Ela foi a bruxa malvada, a destruidora de lares do meu, até então, conto de fadas.
Ela simplesmente espalhou para um monte de gente que não tinha nada a ver. Que raiva. Mesmo ela se desculpando, não cai na historia de Virgem-Maria.
Eu ainda falo com o Luka e sei que ainda rola um clima entre nós.
Fiquei muito mal e ele, como sempre, estava me abraçando e falando: "Você sabe que eu sempre vou estar aqui e sempre vou te amar!". E eu com um abraço apertado e chorando respondi num sussurro quase inaudível: "Eu sei e isso já basta".

Triste mas feliz...


Autoria: Julia Alves da Silva

Antes era tudo divertido, nos reuniamos a tarde, falávamos horas e hora no msn, conversavamos horas e horas no MSN por uns 20 ou 30 minutos á fio. Sentávamos na praça venda a hora passar, e só para ressaltar, as pessoas passarem. Gastávamos nosso tempo e dinheiro com bobagens como fofocas e "rabichos".
Mas aí tudo mudou: as piadas não tinham mais graça. Fofocas pareciam não mais importantes faladas por mim.
Eu passei a ser a última a saber das coisas, minhas amigas começaram a me evitar. Mw sentia a intrusa do mundo a qual eu pertencia; como um alienígena, mas alienígenas podem ser estudados e servirem de... sei lá, cobaias.
Não era o que acontecia comigo. Eu conhecia minha, ate então, melhor amiga há mais de sei-la-quantos-anos e agora era como se eramos apenas colegas que estudavam juntas e se cumprimentavam apenas na escola.
Graças à Deus eu sabia a quem recorrer. Tinha uma amiga que eu também conhecia a sei-la-quantos-anos². Ela tinha uns parafusos a menos (o que pra mim não era novidade) como uma pessoa que eu conheço (sem comentários).
Ela também tinha os problemas dela como eu e muitos que já haviam acontecido comigo, em partes, saberia resolvê-los.
Contei o que havia acontecido, recebi conselhos e também os dei.
Logo estava de volta, não todas feliz porque a cada dia que se passava minhas amigas "colegas" ficavam mais felizes e nem notavam a minha falta.
Mas ai eu olhava pra minha amiga e pensava enquanto ela sorria, retribuindo meu olhar: "Ainda bem que Deus me deu você como presente!"

sexta-feira, 23 de abril de 2010

I need you ♥


Ele olhou para o jardim, no ato desesperado de encontrá-la, e encontrou, porém, não no estado em que gostaria. Ela estava sentada no belo divã, sempre localizado no meio do jardim. Ela abraçava os joelhos e mantinha o rosto enterrado neles. "Graças a Deus" ele murmurou antes de correr ao seu encontro. Ele chamou seu nome uma, duas, três, quatro vezes, mas ela não respondeu; a única coisa que fez foi começar a se balançar. O garoto se abaixou ao seu lado, não o suficiente para ver seu rosto, mas o suficiente para escutar seu choro. Não era alto, mas era agudo, sofrido, triste.
Não teve como suportar: num impulso inconsequente, ele a levantou do divã e a abraçou. Forte. Como se daquilo dependesse a sua vida, e por um lado, dependia mesmo. "Você tem que ficar bem" ele dizia "Pra eu ficar bem também". "o que?" ela disse, com a voz ja fraca e abalada "Eu dependo de você. Preciso de você pra ficar bem".
O choro dela pareceu cessar por um momento, mas era apenas aparência: os soluços começaram, seguindo de um choro, dessa vez, alto.
Ela não tinha força nem para abraçá-lo. Os braços dela estavam unidos na frente do próprio peito. "Por que ele me deixou?" ela perguntava, aos prantos. "O que eu fiz de errado?". "Ele não esta mais aqui" o garoto respondeu, mas acrescentou "Mas eu estou e sempre vou estar"